CICLO NATURAL

Torrencialmente a chuva despencou
Do alto. Torneira aberta transbordou
Rios, matas ciliares, várzeas das
Partes baixas que então foram tomadas

De surpresa! Povoados em barrentas
Águas sumiram de vista... Assim lentas
As tardes permutaram suas tardes,
A torneira fechou-se, alguns alardes!...

As águas voltaram ao São Lourenço,
Juquiá, Rio Ribeira e outros rios,
Um caiçara deu graças com seu lenço,

Pois, ele sabia que resultava:
Prejuízo demais, mas lucros bios,
Ciclo natural de água que chegava!


Osvaldo Matsuda

Nenhum comentário:

Postar um comentário