GÁS VISÃO

Gasosa humanidade soçobrante
Flutuou airosamente algum instante
Antes que os gases fossem ilusão
De uma velha era, data: gás visão!

Eis os poluentes! Resultante
Da moderna balança delirante
Buscando sempre e sempre a exploração
Da natureza toda, numa ação

Sem precedência que disseram os vivos:
A morte vem aí, tudo que sobra
Sobra por sobrar, pois esta grande Obra

Tão necessária à vida dos nativos,
Esvai-se tão ligeira a última dobra,
Tendo que redobrar, mas não redobra!
(Osvaldo Matsuda)
(SP, 20 de maio de 2009)

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