Singularidades de uma rapariga ribeirense

(Conto, por Roberto Fortes)
I
A estalagem ficava na descida do Beco do Saloio. A fachada desbotada, que há muitos anos não via uma mão de cal, ostentava encima da porta de entrada uma tabuleta, toscamente lavrada, na qual a custo eram distinguidas umas letras, quase apagadas, que diziam:


A MANJUBEIRA
Estalagem & Casa de Pasto

Ao entrar no estabelecimento, notei o seu ar de extrema pobreza. Num banco rústico, ao fundo, onde mal chegava a luz do dia, um homem calvo e de enormes bigodes enrolados nas pontas, a pança saliente a lembrar um monge glutão, deu um grito que ecoou como um trovão em dias de rebojo:

– Gentes de bem costumam tocar a sineta antes de se aboletarem para dentro da minha estalagem, ó atrevido forasteiro!

Ainda meio aturdido pela acolhida um tanto fora dos padrões ditos civilizados, pude notar uma sineta de bronze afixada na porta.

– Peço que releve o meu atrevimento, senhor estalajadeiro, mas, nas minhas muitas pernoites pelas mais diferentes estalagens da Europa, jamais reparei na existência de uma sineta chumbada à entrada.

– Os olhos foram feitos para ver – disse, secamente, o estalajadeiro –, da mesma forma que o siso para prolongar a vida do cristão.

– Acabo de chegar da Vila de Cananeia e parto amanhã para Santos – eu disse, enquanto o homem se levantava do banco e vinha em minha direção; só então reparei nos seus olhos remelentos e nos bigodes sujos de farinha. – O senhor teria uma boa cama, uma tina com água quente para um banho relaxante e uma sopa substanciosa para aplacar a fome de um viajeiro temente a Deus?

O velho gordo suavizou a expressão do rosto, até então oscilante entre o mau humor e a má vontade.

– Boa cama o forasteiro só há de encontrar na casa do senhor pároco. Agora, uma cama com um colchão de palha amaciado por tantas dormidas, dois baldes de água para lavar o corpo e a alma, e uma suculenta sopa de trairuçú, isso eu vos garanto que o forasteiro encontrará em minha humilde estalagem.

Aceitei o que o estalajadeiro me oferecia, sem qualquer objeção. A estalagem mais próxima ficava em Cananeia, onde estive hospedado, e não era muito diferente dessa de Iguape. Ainda sinto as picadas de percevejos coçarem por todo o meu corpo.

Foi então que eu o vi pela primeira vez, sentado num dos cantos escuros do saguão da estalagem. Pude notar que fumava um cigarro fedorento e sorvia sem pressa uma caneca de vinho. Devia estar beirando os cinquenta. Era gordo, como os frades do Piamonte. Usava um sobretudo surrado, que deve ter-lhe dado status há vinte anos, mas que hoje apenas denunciava que os seus dias já foram melhores. Na mesa, notei um grosso livro encadernado com couro de carneiro, e os meus olhos, já acostumados com a penumbra do local, conseguiram discernir, também na mesa, uma pena de ganso e um vidro de tinta escarlate. Talvez fosse um viajante que estivesse a explorar a Ribeira de Iguape, e o grosso livro, o seu diário de viagem?

Ao notar que me aproximava, o homem parou de sorver a caneca de vinho, olhou-me de alto a baixo e disse, abaixando os olhos para a mesa:

– Não sou das companhias mais agradáveis, mas se deseja sentar e tomar uma caneca deste vinho detestável, o amigo que não faça cerimônia e se abanque. Esta é a única mesa desta que é a única estalagem desta vila perdida nos confins do Sul de São Paulo.

Sentei-me. O homem pediu mais uma caneca de vinho, apagou na quina da mesa o seu cigarro fedorento, abriu a página do livro marcada por uma fita vermelha e, forçando os olhos na penumbra, começou a ler:

“Acabo de chegar a esta vila, que tem por invocação a Mãe de Deus, Senhora das Neves. O lugar possui alguns sobrados de esmerada arquitetura; seus proprietários, pelo que, do alto de sua boçalidade, informou-me o estalajadeiro, dedicam-se ao cultivo do arroz, que exportam para o Rio de Janeiro e Sul do País. O restante do casario espalha-se por algumas ruas; são casas baixas, cobertas por telhas de barro e caiadas de branco. A vila pareceu-me pacata, acolhedora. Queira Deus eu encontre aqui a paz que tanto procuro, desde o dia em que Domingas...”
Interrompeu a leitura neste ponto. Notei que duas lágrimas escorriam de seus olhos avermelhados. Tomou um gole de vinho e permaneceu alguns segundos em profundo silêncio.

– Não sei o motivo de eu ter lido esta baboseira a um estranho que jamais vi em toda a minha vida. O forasteiro que me desculpe a indiscrição.

Fiz um sorriso de que tudo estava bem. Tomei um gole de vinho, e esperei que o homem retomasse a conversa.

Disse que se chamava Segismundo. Era naturalista. Viera do Reino para estudar a fauna e flora da Ribeira de Iguape, que tanto ouvira falar em sua terra, e sobre a qual poucos tinham algum conhecimento. Nascera em Coimbra, de respeitada família burguesa. Ao concluir a universidade, viajou por vários países da Europa, coletou espécimes naturais de cada nação, escreveu volumosos tratados científicos. Até que lhe deu na telha a vontade de conhecer o Brasil. Chegando ao Rio de Janeiro, os marujos do porto lhe contaram sobre um grande rio, que cortava boa parte da Província de São Paulo e ia desaguar no mar, na altura da Vila de Iguape. O que mais lhe despertou o interesse foi que garantiram que a Ribeira era ainda totalmente inexplorada. Sem hesitar, pegou a primeira sumaca que se dirigia a esta vila. Estava há algumas semanas instalado na “Manjubeira”, enquanto preparava as condições necessárias para se embrenhar no sertão.

Eu ouvia com pouco interesse a história daquele homem. Em minhas muitas viagens pela Europa e pela América portuguesa, tenho topado com um sem número de viajantes e de exploradores, e as suas histórias são quase sempre as mesmas, repetitivas, desinteressantes, geralmente fantasiosas. Mas, ao lembrar-me do ponto no qual Segismundo interrompera a leitura, veio-me à mente que ele ia falar de uma mulher. Talvez pudesse sair daí uma história interessante.

II

– A mais bela das mulheres! – exclamou Segismundo, sem perceber que falava em voz alta. Ao notar o meu ar de espanto, ficou corado e falou de generalidades, como a flora européia ou a fauna tropical.

Decidi induzi-lo a contar a sua história. Senti que, no fundo, ele desejava mesmo contá-la, mas talvez estivesse inibido por achar-se na presença de um estranho.

– Muito gosto me daria ouvir o resto da sua história, bom amigo – eu disse, sorvendo o último gole de vinho de minha caneca. Fiz um sinal ao estalajadeiro, que pronto encheu o meu recipiente.

– A natureza e as mulheres – prosseguiu Segismundo – sempre foram as minhas paixões, principalmente estas últimas. Conheci muitas, de variadas nações e línguas: ibéricas, gaulesas, escandinavas, eslovacas e até ciganas. Tornei-me um especialista no estudo da natureza feminina. Acreditava que conhecia tudo sobre elas, e durante muito tempo vivi dessa ilusão. Mas – ai de mim! – eu não imaginava que o edifício de minha certeza estava levantado sobre colunas de barro! E quando elas enfim ruíram...

Segismundo deu um grande suspiro. Tomou um gole de vinho e tragou lentamente o seu cigarro fedorento. Qual seria a história que tanto parecia atormentar o meu novo companheiro?

– Seu nome era Domingas – continuou Segismundo, agora exibindo intenso fulgor nos olhos até então apagados. – Conheci-a há cerca de um ano, na Vila de Xiririca, para onde eu havia me dirigido a fim de explorar a Gruta da Tapagem, sobre a qual os caboclos contavam tantas histórias. Como não existia estalagem na vila, fiquei hospedado na casa do vigário do lugar. Foi a minha perdição! Eu, na casa de um servo de Deus, tentado por uma serva do Demônio! – Diante do meu espanto, Segismundo prosseguiu: – O padre Malaquias morava com uma sobrinha e mais uma velha negra forra. Deixarei de lado os pormenores sobre a velha, pois falar de vidas já desbotadas somente nos sufoca o espírito. Vou falar de Domingas. Sim, esse era o seu nome. O rosto angelical e o corpo, de carnes tenras e virginais, realçavam o esplendor de seus dezenove anos. No alto dos meus cinquenta e dois, após uma vida inteira desfrutando das companhias das mais diferentes mulheres, Domingas me enfeitiçou. Os longos cabelos negros, repartidos em duas tranças, desciam até a altura dos quadris. Os olhos pestanudos, também negros, tinham um brilho que me fascinaram à primeira vista. Os lábios – ai, os lábios! –, carnudos, rubros como uma romã recém colhida, a denunciarem uma sensualidade pulsante, agreste! Duas fileiras de dentes esmaltados, muito brancos, muito alinhados, de imediato me conquistaram. E a sua voz! Suave como uma harpa dedilhada por músicos celestiais!...

– A mulher perfeita! – interrompi.

– Sim, perfeita! – concordou Segismundo, mecanicamente, sem interromper a sequência de sua história. – E essa perfeição foi a causa da minha ruína... Mas não quero cansar o amigo com sentimentalismo barato. Deixarei essa tarefa a Shakespeare e seu casal de enamorados veroneses. Como disse, fiquei hospedado na casa do padre Malaquias, um velhote de magra compleição, o rosto encovado, os olhos gastos por muita leitura. Era exímio latinista. Durante horas ficávamos em seu escritório discutindo muitas passagens das Sagradas Escrituras, em especial o Eclesiastes, e também autores latinos. “Vanitas vanitatum, et omnia vanitas”. Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade – dizia o bom Malaquias, folheando o seu surrado exemplar da Vulgata, enquanto ajeitava no nariz afilado os seus óculos de grossas lentes. No início, Domingas me tratava com natural formalidade. Para ela, eu era apenas o “senhor doutor professor”, como ela me chamava quando me convidava para as refeições. Até o dia em que a negra forra bateu na porta do meu quarto... Devia ser por volta da meia-noite. Já um pouco sonolento, eu lia, à luz fraca de um candeeiro, o volume quatro da “Encyclopédie”. Levantei-me intrigado e, metido em meu camisolão, abri a porta.

– Sinhá Dominga manda dizê que deseja muito falá com o professô dotô... Sinhá le espera no quarto dela... – Apesar da luz fraca do candeeiro, pude notar um sorriso malicioso no rosto da velha. Homem experimentado que eu era, senti-me como um adolescente. Limpei o suor de meu rosto e senti as minhas mãos frias como se tivessem perdido todo o sangue das veias. Tentei controlar a inquietação que começava a tomar conta de todo o meu ser. Confesso que não imaginava o que a menina Domingas quisesse conversar comigo, àquela hora da noite, quando o padre Malaquias, que se deitava às oito, já deveria estar em seu quarto sono. Vesti o meu sobretudo e, a passos vacilantes, ansiosos, fui até à porta de seu quarto.

Com o coração aos saltos, suando por todos os poros, abri devagar a porta. Domingas me esperava, de pé, vestida num camisolão de algodão branco, que realçava as suas formas curvilíneas. Segurava numa das mãos um volume das “Epístolas” de Horário.

– Senhor professor doutor – disse Domingas, com uma súplica nos olhos negros e um sorriso maroto no rosto de menina. – O senhor poderia traduzir para mim esta passagem de Horácio? – Lendo em seguida o trecho: – “Oderunt peccare boni virtutes amore” (*)

(*) “Os bons odeiam pecar por amor à virtude” (“Epístolas”, Horário).

III


Fiquei sem ação diante do pedido de Domingas. Ora essa, traduzir uma passagem de Horácio! Justo Horácio, por quem nunca tive simpatia. Ainda se fosse Virgílio! Mas, passado o meu pasmo, traduzi o trecho solicitado. Domingas me agradeceu com um sorriso cúmplice nos lábios sedutores. Disse que muito gosto lhe daria se eu pudesse auxiliá-la em seus estudos de Latim.

– O padre... digo... o tio Malaquias – explicou-se Domingas, olhando-me no fundo dos olhos – já está muito velho e a sua memória deixa a desejar...

Estranhei esse comentário. Nos meus longos colóquios com o padre Malaquias o que sempre me chamou a atenção era o seu raciocínio lógico e o seu sólido conhecimento da língua de Cícero. Mas não tive tempo para pensar no padre Malaquias e em seu latinismo. Domingas me envolveu em seus braços e beijou-me ardorosamente. Nessa noite, começou o meu calvário...
– Amar uma linda e tenra rapariga – eu disse – não pode ser um calvário! Para mim seria um idílio...

Segismundo soltou outro de seus profundos suspiros. Enxugou uma lágrima furtiva que, deslizando pelo seu rosto, chegou até o canto da boca.

– Domingas me enrodilhou em sua teia de perversidade de tal maneira que esse idílio (sim, confesso, no início foi um sublime idílio) transformou-se num penoso calvário. Apaixonei-me perdidamente por ela. Justo eu, homem experimentado, que julgava conhecer a essência das mulheres! Foi o começo de minha ruína... Pensava nela todos os instantes. Virou uma fixação para mim. As nossas “aulas” noturnas de Latim foram me consumindo, física e monetariamente. Domingas tirou a minha paz de espírito, e também alguns contos de réis. Fiquei refém dos seus caprichos. O seu amor – perverso e fútil – exigia alta paga. Consumi boa parte de minha herança paterna em jóias caras e roupas finas que mandei vir da Corte. E, quanto mais crescia a minha paixão por Domingas, mais diminuía a minha burra. A situação passou a ficar insustentável. Até o padre Malaquias, sempre meditabundo, passou a me olhar com um ar inquisidor. Talvez estivesse a desconfiar das nossas “aulas” noturnas...

Eu ouvia, impressionado, a história que Segismundo me contava. Numa fração de segundos vieram-me à mente as imagens das grandes cortesãs do passado. Mas esses pensamentos logo foram interrompidos, com a continuação da história.

– Comecei a questionar todos os meus valores. Como uma rapariga criada por um tio padre, vivendo entre paredes abençoadas, pudesse ser tão frívola? Foi então que, certo dia, a velha negra forra... Creio que ainda não disse como se chamava... Ingrácia era o seu nome. De nação Angola, tinha sempre aquele ar sorrateiro de ave de rapina no rosto lavrado de sulcos, a boca falta de dentes, o nariz verrugoso... Certo dia, a velha me chamou num canto. Olhou para todos os lados para se certificar se estávamos a sós.

– O professô dotô que se garre com Deus... Sinhá Dominga não é boa bisca!...

Ingrácia, desconfiei logo, devia ter muita coisa para me contar, mas Domingas me chamou da sala para o almoço. As palavras da velha ficaram martelando durante todo o dia na minha cabeça. Que Domingas não era uma menina doce e ingênua, isso eu já tinha sentido na carne. Era pérfida e fútil. Mas que outras facetas de sua personalidade e de sua vida a velha Ingrácia desejava me contar? Aquilo se transformou num suplício. Apesar da “aula” daquela noite, onde Domingas novamente me enfeitiçou com os seus ardores de amante, não consegui depois pregar os olhos, com a voz de Ingrácia ecoando em meus pensamentos... “Sinhá Dominga não é boa bisca”... Logo pela manhã, quando o padre Malaquias foi à igreja celebrar uma missa de exéquias, e Domingas estava ainda em seu quarto talvez ressonando, fui até a cozinha e arranquei de Ingrácia revelações que melhor seria jamais tê-las ouvido. A negra forra, com um sorriso de satisfação nos lábios murchos, contou-me todos os detalhes a respeito de Domingas.

– O professô dotô pensa que sinhá Dominga é sobrinha do padre Malaquia... pois, sim...

– E não é? – perguntei, assombrado.

Ingrácia fez uma pausa calculada. Sorriu, exibindo a sua boca falta de dentes. Os seus olhos, costumeiramente embaciados, exibiam um brilho sinistro.

– É tão sobrinha do padre quanto eu sou senhora dona...

Sem mais delongas, Ingrácia me contou tudo. O “padre” trouxera Domingas para a sua casa no ano anterior, pretextando ser a filha de uma irmã que morrera na Bahia. Na verdade, Domingas era a sua concubina...

– Inacreditável! – exclamei, olhando, bestificado, para Segismundo.

– E mais – prosseguiu o naturalista. – O padre Malaquias nem padre era...

Fiquei aterrado. Apesar de nunca ter sido admirador de homens de batina, confesso que já simpatizava com a figura do padre Malaquias, tão bem referida por Segismundo.

– Aquele velho safado nem padre é – disse Ingrácia, com um fio de saliva escorrendo no canto da boca. – Não bastasse sê marrano, inda é pedreiro-livre...

Contou-me que o “padre” Malaquias chegara a Xiririca fugido do Reino por suas convicções religiosas e filosóficas. Ao passar pelo porto de Iguape, ficou sabendo que a Vila de Xiririca estava sem padre há mais de ano. Foi a peça que faltava em seu tabuleiro. Arquitetou um estratagema muito bem engedrado. Furtou uma batina de um padre, passageiro do vapor, que se dirigia ao sul. E, atravessando trechos da Ribeira em canoas e picadas de terra em lombo de burro, chegou a Xiririca, onde se apresentou ao povo como o novo padre enviado pelo Bispo de São Paulo. O povo fez festa por três dias e três noites, iluminando as testadas de suas casas, com Te Deum na Igreja Matriz e com salva de roqueiras pela companhia de milícias. Amado pelo povo, ali permaneceu. Até que chegou o padre de verdade enviado pelo Bispado... Malaquias sumiu nos sertões da Ribeira. Dizem que estaria a paroquiar em Santo Antônio do Juquiá...

– E Domingas? – perguntei, quase num sussurro, diante de história tão impressionante.

– Essa fugiu com um tropeiro, jovem e de boa estampa, para a Vila de Apiaí da Ribeira, levando as jóias e as roupas que eu lhe dei, como um butim de nosso amor... Dela nunca mais tive notícias...

Segismundo silenciou. A sua história chegara ao fim. Agora eu compreendia a desilusão de meu amigo. Para animá-lo disse que a vida continua, e em cada vila raparigas jovens e belas estão a nos esperar. Pedimos as últimas duas canecas de vinho, bebemos e nos recolhemos aos nossos quartos. A noite já ia alta. Dormi como um fardo pesado que se atira dentro de uma sumaca. Sonhei com Domingas, a bela e fútil rapariga ribeirense. Foi um sonho ardente, sensual. Ao despertar, decidi mudar o meu itinerário. A Vila de Santos, para onde planejara seguir, poderia me esperar mais um pouco. Em Apiaí da Ribeira, para onde agora partirei, certamente encontrarei aventura mais interessante.
(Conto publicado no JORNAL REGIONAL, , nº 842 (04/09/2009); nº843 (11/09/2009); e nº 844 (18/09/2009).

FIM

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Senti um sabor diferente no início do relato. A redação e a linguagem são, realmente, muito boas. Fiquei mais atraído a partir do relato do personagem (Segismundo), que prende até o fim, com variadas e inesperadas surpresas. Parabéns. Abraço. Danubio Fialho, Porto Alegre (autor dos poemas "Vida" e "No Eu Do Poeta" este último inscrito no concurso "Talentos da Maturidade", e ambos estão no "Literato do Vale").

    ResponderExcluir