A fuga
Nilza se virava, vendendo salgadinhos e doces na rua. Vinicius a ajudava sempre que podia, quando voltava da escola.
“Que saudades do antigo Avelino”, dona Nilza sempre falava isso. Na época que ele não bebia e não batia nela. Era uma boa pessoa. Mas agora, bastava beber para se transformar em outra pessoa. Um animal.
Lá fora, largou a esteira de impropérios contra sua esposa e às vezes, contra o seu filho e contra qualquer um que se metesse em seu caminho. Os vizinhos, incomodados com a gritaria, começaram a acender as luzes e alguns até se atreviam a abrir a janela. Avelino gritava e esbravejava, dizendo que não era da conta deles e chegou até a jogar uma garrafa contra uma das casas.
Avelino consegue arrombar a porta e vai direto para o quarto. Encontra sua esposa sentada sobre a cama com a cabeça baixa.
- Ô sua desssgraxada, não me ouviu batendo na porrrrta não? - Disse Avelino, com a voz arrastando como se sua língua estivesse inchada.
Nilza não respondeu e continuou com a cabeça baixa.
- Ô sua desssgraxada, tá ficando surda?
- Eu ouvi sim e toda a vizinhança também.
Diante de tal resposta, Avelino esticou o braço esquerdo e deu um sonoro tapa em Nilza.
- Sabia que tem lei contra isso? Um dia eu fujo daqui.
- Tá pessssando que xou algum gnorante? Eu sei desssa lei da Maria de “não sei o quê”. E isprimenta fugi pro se vê se num te acho e te trago pelos cabelo. – dizendo isso Avelino deu um soco em Nilza, jogando-a para o chão. Ela bateu a cabeça no guarda roupa e desmaiou. Avelino, mal se agüentando em pé, tombou na cama e adormeceu também.
No meio da noite Nilza acorda. Tudo doía. Tinha um hematoma na cabeça, resultado da batida no guarda roupa. O lábio estava inchado e partido e estava sangrando pelo nariz, devido ao soco que levara. Todo o seu braço esquerdo e sua camisola estavam manchados de sangue. Ficou sem entender. Não podia ser o dela, pois já estava seco. Tentou se levantar e sua visão escureceu acompanhada de uma forte dor de cabeça. Quando as imagens começaram a ficar clara, viu seu marido jogado sobre a cama e o sangue pingando na lateral. Viu seu filho num canto do quarto com uma faca manchada de sangue na mão.
- Filho, o que você fez? – Disse Nilza desesperada correndo de encontro com o menino.
- Eu escutei ele gritando com você mamãe. Ele te machucou. Depois eu vi você cair e pensei que ele tinha matado você, então eu matei ele. Desculpa mamãe. – Vinicius começou a chorar e Nilza o abraçou forte.
- Venha meu filho. Temos que fugir.
Fim
1-chapa.: Trabalhador autônomo
Alguns detalhes interessantes que descobri enquanto escrevia esse texto.
A CADA 15 SEGUNDOS uma mulher é espancada. A cada nove segundos uma mulher é ofendida na conduta sexual. Também a cada nove segundos uma mulher é desmoralizada no trabalho doméstico ou remunerado. Mulheres negras têm mais chances de serem estupradas que as mulheres brancas.
A lei citada no texto é a Lei Maria da Penha. Ela foi sancionada pelo presidente da república no dia 07 de agosto de 2006, a lei é a 11.340/06.
Mais detalhes no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_maria_da_penha
por Jack Sawyer
JAPÃO
Alan estava eufórico. Afinal conseguiria sua tão sonhada viagem para o Japão, através de um intercambio. Seria neste fim de semana. Não conseguia se conter de tanta felicidade. Mas coisas estranhas começaram a acontecer.
Ao preparar seu café da manhã, por acidente, deixou a caixa de cereais cair na mesa e derrubar quase todo o seu conteúdo. Na afobação de tentar aparar a queda, esbarrou na caixa de leite e a derrubou no chão. Não se importou muito, pois havia só um pouquinho. Iria se atrasar. Resolveu limpar toda a bagunça antes. Retirou primeiro a louça e os talheres, quando voltou para limpar os cereais, parecia que havia letras nos espaços vazios, antes ocupados pelas louças. Parecia a palavra “NÃO”. Não ligou muito, juntou tudo e foi limpar o chão. Olhou o relógio, não daria tempo. Pegou a mochila e saiu. No chão, o leite escorreu pelo vão entre os pisos e formava a sílaba “VA”.
O ônibus demorou a chegar na escola devido a um acidente de trânsito. Um sedan bateu em um caminhão de tubos de aço. O motorista morreu na hora com um tubo que atravessou o pára-brisa.
O bizarro foi o sangue espirrado no vidro traseiro do sedan, que pareciam formar as palavras “NÃO VÁ”.
Alan não viu. Não queria olhar. Era muito sangue para começar o dia.
Na escola, tudo transcorreu bem. A euforia continuava e a visão do acidente não abalou sua alegria. Recebia parabéns de vários colegas que sabiam da sua viagem.
Durante a aula de língua portuguesa, o professor pediu que acompanhassem a leitura de um texto no livro de exercícios. Parecia que sua mente lhe pregava peças pois as palavras “não”, “vá”, “agora”, “ainda”, “desista”, ficavam dançando em seu campo visual, como se estivessem em negrito, se destacando do texto. Tentou se concentrar e tudo voltou ao normal. Talvez estivesse impressionado por causa do acidente.
Quando toca a campainha de fim de aula, ele espera os outros saírem enquanto arruma suas coisas. Já estava de saída quando um dos vidros da sala se espatifa.
Assustado corre até o canto da sala com mais alguns colegas para ver o que tinha acontecido. Um pobre beija flor havia atravessado o vidro. Ainda se debatia em meio aos cacos.
Já em casa, achou melhor não comentar nada, pelo menos o da escola, pois o acidente da rua seus pais já sabiam.
Tarde de quinta-feira
Alan estava andando de bicicleta com os amigos quando resolveram que queriam dar uma festa de bota fora para Alan. Seria na sexta à noite, na véspera de sua viagem. Ele achou a idéia legal e aprovou.
Manhã de sexta-feira
Já na escola, Alan não se continha de alegria, não via a hora de o sábado chegar. No intervalo “recreio”, Miriam, uma mestiça japonesa veio falar com Alan. Era esquisito. Ela era sempre tão tímida, só conversava se falassem com ela. Talvez queria se despedir dele e dizer que não iria a festa.
- Alan gostaria de falar com você um instante.
- Pode falar Miriam – respondeu Alan todo simpático.
- Sabe... não é fácil pra eu falar abertamente assim mas... eu não ficaria tranqüila se não te disse isto.
- Pois então diga.
- Adie sua viagem. Não vá no sábado. Vá no domingo. É mais calmo.
- Não. Estou aguardando isso há tanto tempo, não vou esperar nem mais um dia.
- Eu falo sério. Andei tendo sonhos horríveis, mesmo antes de saber de sua viagem.
- Isso é besteira – rebateu Alan – Você deve estar impressionada com alguma coisa, talvez um filme que você tenha assistido.
- Não Alan, porque eu inventaria alguma coisa assim, sabendo que é o seu sonho. Não estou pedindo para você desistir, apenas adiar um dia.
- Já está decidido. Vou no sábado e pronto.
Deu as costas para Miriam e saiu. Ao passar pelo espelho de corpo inteiro do corredor não viu o seu reflexo. Quando seu cérebro processou essa informação, voltou correndo para olhar o espelho. Na verdade, foi só uma ilusão, seu reflexo estava lá. A conversa com Miriam e a expectativa da viagem estava gerando um abismo emocional no qual ele tinha que se controlar.
Tarde de sexta-feira
Toda a turma da escola estava na festa, inclusive os professores. Por onde passava recebia tapinha nas costas e parabéns. De repente, a pessoa que ele menos esperava estava lá também. A Miriam. Ela estava com uma blusa de mangas curtas com um longo decote nas costa e saia acima dos joelhos, o que era muito incomum.
“ – Provavelmente, estaria ali para tentar dissuadi-lo da viagem.” – pensou Alan.
Ela havia parado na bancada de bebidas e pegou dois copos de refrigerantes. Sem que Alan percebesse, ela despeja um pó em um dos copos e vai em sua direção.
- Se veio aqui para me fazer desistir, está perdendo seu tempo porque...
- Calma, calma. Só vim para lhe desejar boa viagem.
- Só isso? Sem discurso?
- Sem discurso, prometo. – dizendo isso entregou um copo para Alan e outro colocou na mesa e cruzou os dois dedos indicadores em frente aos lábios como se, selando um juramento.
Retomando seu copo ela levantou à altura dos olhos e disse:
- Um brinde a você Alan. Que você desvende a magia do oriente.
- Tin-tin – respondeu Alan tomando todo o refrigerante em um gole só.
- Boa viagem. Tenho que ir agora.
- Valeu por ter vindo.
Após três horas de festa, Alan se sentia cansado e meio zonzo, e disse aos colegas que voltaria pra casa porque teria que acordar cedo e seus pais haviam saído.
Quando estava na cama, demorava para dormir e quando pegava no sono, acordava com pesadelos. Já era de madrugada quando conseguiu ter um sono tranqüilo.
Noite de sábado
O telefone toca insistentemente. Alan levanta meio sonolento, olha pela janela e percebe que é noite ainda e atende o telefone.
- Alô. – responde com voz pastosa.
- Graças a Deus, você está aí ainda, por que não atendeu o telefone antes. – disse Emerson, seu colega de escola.
- Como assim, “aí ainda”? Nem amanheceu.
- Acorda cara, já é sábado, você perdeu o vôo, graças a Deus.
- O que você está dizendo?
- Liga a televisão – disse Emerson
Alan tateia a cama em busca do controle remoto e liga a tv no RecordNews, bem no momento que o repórter dá as noticias.
“... estamos aqui no aeroporto, na sala de controle aéreo e a nota que foi divulgada para a imprensa é que o vôo que saiu do Brasil para o Japão caiu no mar do Japão, na área conhecida como Triângulo do Dragão, que é parecido com o Triângulo das Bermudas do oriente. É muito provável que ele tenha caído na área da Fossa das Marianas, a região mais profunda do oceano, podendo chegar a até 11 km de profundidade. Especialistas acreditam que não houve sobreviventes. O Triângulo do Dragão é conhecido por vários desaparecimentos de navios e aeronaves que ...”
Alan desliga a televisão e fica pensando em Miriam.
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Em memória das vítimas do vôo 447 da Air France.
Perna Longa
Jonas sempre foi impetuoso, corajoso, mancebo valentão.
Sempre batia no peito dizendo "eu isso", "eu aquilo".
Morava em um sitio. Ele, os pais e os irmãos. Era meio sertão.
Naquele tempo, não tinha as facilidades que temos hoje. Uma ida ao supermercado, quando possível, era uma verdadeira viagem, a pé e por estrada de terra, ou através de trilhas no meio do mato.
Sempre que saiam, Jonas ia à frente. E é em uma dessas saídas, que se passa nossa historia.
De família católica, todos eles, era sagrado eles irem à igreja todo domingo.
Saiam de casa com a luz do dia. Fim de tarde, na verdade. O crepúsculo, com seu disco dourado a se esconder por detrás dos morros. Como iam pegar trecho de mata, essa claridade não era suficiente para iluminar o caminho, então tinha que recorrer, ocasionalmente, às lanternas.
Jonas, como sempre, ia à frente. Sentia-se como um explorador. Quando chegavam na cidade, ele voltava para o grupo e retomavam o passeio todos juntos.
Chegavam sempre em uma praça, um pouco antes da igreja, para impar os sapatos. Tirar o capim e escovar a poeira que se fixara em suas roupas e calçados. Logo após essa limpeza, se dirigiam para a igreja.
Ao fim da missa, conversavam com algumas pessoas, para colocar "o papo em dia". Os pais ficavam conversando com o padre, até que, finalmente se despedem.
Chega à hora do cansativo retorno, pois agora era no escuro. Uma noite sem luar. Se afastando das luzes da cidade, a penumbra era total, salvo alguns vaga-lumes, que iam e viam, num balé frenético e aleatório.
Jonas estava lá na frente de todos, logo em seguida seus irmãos, em fila indiana, e por último, seus pais, de mãos dadas, cantando uma música que teimava em permanecer em suas cabeças.
De repente, Jonas percebeu o mato se mexer à sua direita. Parou e ficou olhando no escuro tentando achar algo com a fraca luz da lanterna.
Seus irmãos, logo se aproximaram e um deles perguntou;
- O que foi?
- Nada, acho que não foi nada. Um rato, talvez.
Aproximou-se da moita e, o que é que fosse que estivesse ali, saiu correndo.
- Algum bicho noturno. – falou Jonas, quase para si mesmo.
Continuaram a marcha e ele logo se adiantou dos demais.
Andaram mais alguns quilômetros, e novamente, o mato se mexeu à sua direita.
O irmão mais próximo percebeu a parada e correu para perto de Jonas. Os dois focalizaram com a lanterna, quase ao mesmo tempo, o local do barulho.
O susto foi tremendo, porque era algo que eles não esperavam ver ali. Pelo menos, não àquela hora.
Era um garoto, quase da mesma idade de Jonas, meio pálido, olhos grandes, rosto arredondado. Estava descalço e usava um short escuro.
Ficaram alguns segundos se encarando. De repente, o garoto olha para o morro mais próximo, dava pra ver só o contorno escuro contra o fundo azul escuro do céu.
O garoto levantou a perna direita e a estendeu em direção ao morro. Devia ter uns três quilômetros de distância. Em seguida atirou o corpo na mesma direção e içou a outra perna, até sumir na escuridão.
Jonas, sem olhar para traz, fala com seu irmão.
- Você também viu isso, não viu?
- Vi e não consigo acreditar.
- O que vamos fazer?
- Nada. Nem vamos falar nada. Ninguém acreditaria nisso.
Aguardaram os outros e começaram a andar sempre junto.
Alguns anos mais tarde, comentando com gente mais velha da região, Jonas veio a descobrir que esse menino, quase sempre aparece em locais onde possui alguma fonte de minério ou pedras preciosas.
Mas nunca iremos saber disso, não é mesmo?
Fim.
Este conto foi inspirado numa historia que um amigo, antigo morador do Vale do Ribeira, me contou. Ele garante que foi verdade. Os nomes foram substituído para protegê-lo.
Jack Sawyer ;D
"Talvez você não esteja tão só quanto imagina..."
Poço da vida eterna.
Tentava não olhar para baixo, mas era inevitável. A altura é muito maior vista de cima do que quando se está embaixo.
Tudo isso começou há um ano atrás, quando socorri uma vítima de atropelamento. Era um cigano. Uma camionete o havia acertado em cheio e o jogado de encontro a uma árvore.
Eu estava logo atrás com meu jipe, e vi quando o motorista da caminhonete foi embora sem prestar socorro.
Levei-o até o próximo vilarejo e contei o ocorrido, ninguém fez mais perguntas. Coloquei o mapa no porta luvas e segui viajem. Acabei esquecendo o assunto.
E hoje estou aqui. No alto dessa montanha, com os dedos em carne viva. Após uma pausa para tomar fôlego retomei a subida. Depois de 10 minutos de vários escorregões, cheguei a um pequeno espaço aberto e plano de uns quatro m2 e novamente a continuação da montanha. Na base tinha uma fenda com pouco menos de 50 centímetros de largura e um símbolo na entrada. Era um símbolo de entrada, estava meio desgastado pelo tempo, mas era o símbolo de entrada. Eu já sabia, já tinha decorado todos os símbolos do mapa. Ainda bem que não precisaria subir mais.
Em uma fenda, cheia de areia e poeira, parecia ter um pedaço de corda. Olhando mais de perto, vi que era a alça de um balde. Um balde rústico e bem antigo, mas serviria para os meus propósitos.
Vocês devem estar pensando "mas que nojo", mas ao invés de sair sangue e víceras, saíram molas e engrenagens. Era mecânico, mas parecia tão real.
Olhei triunfante para o boneco de pedra, que neste momento, estava se levantando. Ficou de pé em minha frente, e sem qualquer aviso, se desfez em poeira.
É minha tarefa agora, avisar qualquer aventureiro que venha aqui. Nem que leve uma eternidade.
Jack Sawyer ;D
JACK SAWYER
JACK SAWYER
Sou paulista da capital, nasci em São Paulo em 1971, vim para Miracatu em 1980, por causa do trabalho do meu pai.
Estudei na escola de Pedro Barros, no Armando Gonçalves em Miracatu e me formei em Matemática pela faculdade de Registro.
Sempre gostei de ler, e tudo isso começou quando eu morava em São Paulo. Uma vizinha me deu um livro de crônicas chamado “Para gostar de ler”, daí em diante não parei mais.
Sou muito fã de ficção, suspense, terror (principalmente vampiros e lobisomens), fantasia épica e medieval.
Meus autores preferidos são Robin Cook, Stephen King, Clive Cussler, Julio Verne e recentemente André Vianco e J.Modesto (ambos brasileiros). Comecei a escrever em fevereiro de 2008, quando entrei em um grupo de fãs do escritor Stephen King. Nesse contato mais próximo com as pessoas que gostavam do mesmo estilo que eu, fui incentivado a escrever, pois sempre tive vontade mas nunca consegui passar para o papel.
Nesse grupo sempre escrevem contos de várias mãos, por exemplo, um começa e outro participante vai dando continuidade até alguém colocar um final. Foi num desses contos que percebi que conseguia e daí em diante não parei mais. Criei um blog para postar os contos.
Atualmente sou bancário e nas horas vagas, escrevo.
Pedra de Fenraht
Unidade
- Primeira infantaria, ao centro. Segunda
infantaria se divida e ataque pelos flancos ao meu sinal.
– cada destacamento contendo dois mil elementos, se posicionara, munidos de lanças e escudos.
O general continuava a gritar as ordens.
- Esquadrão alado, voe por traz das linhas inimigas e tentem conter o avanço.
Imediatamente, mil elementos montados em magníficas criaturas aladas, alçam vôo, com alforjes contendo pedras, algumas afiadas ou pontiagudas.
No ar, o esquadrão alado se divide em dois, com fileiras de 10x50 cada, uma pela frente e outra por traz. Quando se cruzam no ar, provocam uma verdadeira chuva de pedras, que quando não matam, pelo menos tonteiam o inimigo.
A comando do general a primeira infantaria avança, estocando com lanças os que ainda insistem no ataque. Enquanto isso, a segunda infantaria vai terminando o serviço do esquadrão alado.
Ao chamado do general, os soldados voltam para reagrupar a formação.
Um grupo de manutenção é convocado para os reparos no castelo e cobrir os buracos na muralha.
A guarda pessoal da rainha, a desloca para um lugar seguro no castelo, onde só pode ser atingida se a fortaleza inteira for destruída. Ao final da breve batalha, os curandeiros, auxiliares e voluntários, recolhem os feridos e os mortos.
É meu amigo. É sempre assim, quando um formigueiro é atacado.


