Paulinho
Criador de sua Prainha de todos os dias
De teus sonhos
De tuas saudades.
Paulinho
Pintor de suas telas de todas as cores
Da gente boa
De Miracatu global.
Paulinho
Escritor das histórias de todos os Vales do Ribeira
Do seu museu
De nossas memórias intemporais.
Paulinho
Comendador de toda a sua humanidade
Da multiculturalidade
De nossa região.
Paulinho, o Paulo Laragnoit para sempre!
(SP, 04 de dezembro de 2011)
Osvaldo Matsuda
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AQUELE TRAJETO
Naquele dia ele seguia sozinho o conhecido trajeto em seu velho carro. Diferente de outros dias em que a sua esposa o acompanhava.
Bem recentemente perguntara à esposa a quantidade de anos que faziam aquele trajeto. Sem titubear ela respondeu: doze anos! Doze! Não seriam dez? Ele retrucara. Doze! É quase o tempo que nós estamos casados! Concluíra a esposa. Além disso, eles consideraram que a filha mais velha já estava com dez anos. E a filha nascera dois anos após o casamento.
Era sempre a mesma rotina. Na ida ele deixava a esposa no local de seu trabalho perto das oito horas e seguia em frente até chegar a uma ampla garagem de alguns andares. Era ali que trabalhava há doze anos. Estacionava o carro num canto exclusivo e se dirigia para o seu pequeno escritório. Ele era o responsável por tudo que ocorria naquele local vinte e quatro horas por dia durante a semana de trabalho. Sábados, domingos e feriados havia outro responsável, pois o ambiente era outro. Era um ambiente de compras durante o dia e de bares à noite. Resumindo era uma garagem de passagem. Na volta ele pegava a esposa na loja onde trabalhava e assim ambos voltavam ao seu lar onde as duas filhas os esperavam ansiosas em companhia de sua sogra (que era quem se responsabilizava pelas crianças durante a semana).
Naquele dia algo que há muitos anos já o vinha incomodando deveras, tornou-se uma obsessão. Conhecia todas as ruas transversais de seu rotineiro trajeto menos aquela rua com a placa: rua sem saída. Já havia tentado conhecer esta rua juntamente com a esposa, mas esta não manifestara interesse algum pela rua. Largue mão! Pra quê conhecer uma rua boba e sem saída? Ter que dar ré depois!... Afinal, não é uma rua sem saída? Dissera.
Naquele dia, ele sem ela entrou na rua sem saída e nunca mais voltou.
(Osvaldo Matsuda)
Bem recentemente perguntara à esposa a quantidade de anos que faziam aquele trajeto. Sem titubear ela respondeu: doze anos! Doze! Não seriam dez? Ele retrucara. Doze! É quase o tempo que nós estamos casados! Concluíra a esposa. Além disso, eles consideraram que a filha mais velha já estava com dez anos. E a filha nascera dois anos após o casamento.
Era sempre a mesma rotina. Na ida ele deixava a esposa no local de seu trabalho perto das oito horas e seguia em frente até chegar a uma ampla garagem de alguns andares. Era ali que trabalhava há doze anos. Estacionava o carro num canto exclusivo e se dirigia para o seu pequeno escritório. Ele era o responsável por tudo que ocorria naquele local vinte e quatro horas por dia durante a semana de trabalho. Sábados, domingos e feriados havia outro responsável, pois o ambiente era outro. Era um ambiente de compras durante o dia e de bares à noite. Resumindo era uma garagem de passagem. Na volta ele pegava a esposa na loja onde trabalhava e assim ambos voltavam ao seu lar onde as duas filhas os esperavam ansiosas em companhia de sua sogra (que era quem se responsabilizava pelas crianças durante a semana).
Naquele dia algo que há muitos anos já o vinha incomodando deveras, tornou-se uma obsessão. Conhecia todas as ruas transversais de seu rotineiro trajeto menos aquela rua com a placa: rua sem saída. Já havia tentado conhecer esta rua juntamente com a esposa, mas esta não manifestara interesse algum pela rua. Largue mão! Pra quê conhecer uma rua boba e sem saída? Ter que dar ré depois!... Afinal, não é uma rua sem saída? Dissera.
Naquele dia, ele sem ela entrou na rua sem saída e nunca mais voltou.
(Osvaldo Matsuda)
MIYOJI
Morreu Miyoji
O prefeito da cultura.
Assim,
Morreu a obra
a Arte não!
- Peço um minuto eterno de silêncio.
SP, 24 de junho de 2010.
O prefeito da cultura.
Assim,
Morreu a obra
a Arte não!
- Peço um minuto eterno de silêncio.
SP, 24 de junho de 2010.
LANÇAMENTO ONSSASOM & FAVELINHA

Título: Onssasom & Favelinha
Editora: All Print
Escritor: Osvaldo Matsuda
Nos sites e no Vale do Ribeira
Resenha do Livro
ONSSASOM & FAVELINHA foi a solução que o autor encontrou para um romance curto desembocar em contos também curtos numa história só! ONSSASOM é o romance curto. Adolescentes buscando desenvolver numa pequena cidade sua expressão musical própria como ocorre em muitas pequenas cidades atualmente.Talvez não seja uma especificidade brasileira, mas um fenômeno contemporâneo em que uma atividade por vezes local ganha proporção universal. ONSSASOM trata de jovens buscando reconhecimento popular a maneira deles, evidentemente, sem grandes pretensões iniciais, mas com uma boa estrutura familiar que pode dar algum resultado positivo. FAVELINHA é desfecho através de contos curtos.
O BARQUINHO DE OURO
Após muita chuva, muita chuva, o morro descascava como uma pera podre, a casca do morro despencava mostrando as entranhas avermelhadas, que se destacavam na paisagem bizarra de algumas casas destroçadas, plásticos pretos, arbustos, matos, lixos e gente. Gente apreensiva tentando salvar roupas, móveis, documentos e outras coisas pessoais. A chuva havia amainado um pouco. Indiferente a tudo o menino brincava com um barquinho de papel feito com uma folha de caderno numa pequena vala onde havia água de chuva represada. Uma mulher gordinha, cinzenta e baixinha gritava:
− Ei Pê! Ei Pê! Cadê você?
O menino ouvia e nem ligava, concentrado que estava no seu afazer lúdico.
− Ei, moleque! Responda! Cadê você?
A mulher gritava, praguejava... O menino continuava brincando no laguinho barrento e momentâneo. Barulho de trovões anunciava que logo a chuva voltaria a castigar em derredor. A mulher preocupada principiou a descer o morro. Um clarão, um estalo forte... Uma sobra desta atividade natural atingiu o barquinho, defletiu no barquinho e atingiu o menino. Atingido pela sobra do raio defletido, o menino desmaiou.
− Ei, Pê! Pê! Cadê você?
Embora não houvesse testemunhado a ocorrência, a mulher viu quase em seguida o menino desmaiado próximo da vala. Correu desesperadamente a ponto de deslizar no chão lamacento e liso. Rapidamente se aproximou do menino desmaiado.
− Ai, Pê! Pê!
O menino mexeu a cabeça. Estava zonzo. Tornou a aquietar-se. Juntou gente no local. Alguém pegou o menino no colo e saiu correndo em direção a uma ambulância que ocasionalmente passava por ali. O menino foi socorrido, mas estava bem. Foi levado para um hospital para exames por precaução. Definitivamente o menino estava bem!
Assim a tempo das chuvas passou. Aquela comunidade recuperou-se da atual calamidade. A vida retornou ao normal, menos para Pê (Peter - ler Peter e não Piter) e sua família que tiveram que se mudar para outra localidade, mais distante do centro urbano e para uma casa menor, um cômodo só para cinco pessoas. Vida dura a de Peter e sua família (ele, a mãe, duas irmãs menores e uma irmã mais velha). O pai já havia morrido soterrado em outra calamidade dois anos antes desta (em outro local próximo dali) tentando salvar uma criança.
As dificuldades para sobreviver certamente levariam aqueles momentos preciosos de brincadeiras com um barquinho de papel da memória se Peter não tivesse conseguido adquirir uma estranha habilidade. Conseguia do nada, fazer barquinhos de papel. Um dia (quando suas irmãs estavam ausentes) mostrou esta habilidade a sua mãe.
− Mãe veja o que eu sei fazer! E sem nada na mão!
A mãe prestou atenção um tanto impaciente. Finda a demonstração resmungou:
− Só isso! Barquinho de papel pra que serve? Melhor que usasse como folha de caderno mesmo, mas filho, você não gosta de escrever. Ainda se fosse um barquinho de ouro... Daí, nós poderíamos sair desta pobreza...
Peter ficou chateado, mas continuou aperfeiçoando discretamente esta habilidade pela vida adiante. Descobriu que seus barquinhos poderiam ser desdobrados e transformados em folhas de cadernos novamente. Menino de origem muito pobre tirou grande proveito desta dádiva sem prejuízo para a natureza que agradecia compadecida.
Desta maneira, Peter (talvez, não nesta ordem) estudou, cresceu, se graduou, se estabeleceu, fez fortuna, tirou a família da pobreza, casou, constituiu sua família, se tornou cidadão respeitado... Mas continuou aperfeiçoando sua habilidade de fazer do nada barquinho de papel de folha de caderno. Conseguia por exemplo fazer um barquinho de papel em tal velocidade que desdobrava intacto sem qualquer vinco uma folha nova em folha. Peter só usava deste papel sem prejuízo para a natureza em sua empresa que agradecia compadecida.
Finalmente, Peter muito rico e importante deu uma festa de aniversário para sua já bem idosa mãe. O presente de Peter para a sua mãe foi um barquinho de ouro. Quando a mãe de Peter viu o barquinho de ouro arregalou os olhos balbuciando:
− Filho...
Peter achando que entendia o espanto da mãe explicou:
− Mãe, eu mandei fazer de ouro uma folha bem fina e flexível no tamanho de uma folha de papel de caderno e gastei para tanto uma boa fortuna, que hoje não me faz falta, dobrei no formato de um barquinho de papel, pois eu sabia desde criança que era um presente que a senhora muito desejava ganhar...
Continuou explicando concluindo:
− É que nunca consegui do nada fazer um barquinho de ouro!
− Filho...
− Hum? O quê? Mãe?
− Finalmente acordou! Você está bem filho! Foi só um susto!
− Onde estou?
− No hospital! Mas, já está bem!
− Mãe e o barquinho de ouro?
− Barquinho? Ah, o barquinho...
A senhora remexeu nos seus pertences e retirou um papel todo amassado e bem chamuscado, comentou:
− É o que sobrou do barquinho. Acho que ele recebeu a maior parte do choque, mas filho, você está bem! O barquinho te ajudou!
− Barquinho de ouro!
− É filho, é um barquinho de ouro!
− Mãe a senhora tem um lápis?
− Tenho! Mas você não gosta de escrever...
− Eu gosto! Agora eu gosto!
A senhora remexeu novamente nos seus pertences.
− Achei! Tome!
− Mãe me empresta o barquinho?
A mãe aquiesceu. O menino desamassou e alisou o mais que pôde o papel chamuscado. Escreveu sobre o papel: Este é o meu Barquinho de Ouro.
E deu de presente a mãe.
SP, 25 de dezembro de 2009.
Osvaldo Matsuda
− Ei Pê! Ei Pê! Cadê você?
O menino ouvia e nem ligava, concentrado que estava no seu afazer lúdico.
− Ei, moleque! Responda! Cadê você?
A mulher gritava, praguejava... O menino continuava brincando no laguinho barrento e momentâneo. Barulho de trovões anunciava que logo a chuva voltaria a castigar em derredor. A mulher preocupada principiou a descer o morro. Um clarão, um estalo forte... Uma sobra desta atividade natural atingiu o barquinho, defletiu no barquinho e atingiu o menino. Atingido pela sobra do raio defletido, o menino desmaiou.
− Ei, Pê! Pê! Cadê você?
Embora não houvesse testemunhado a ocorrência, a mulher viu quase em seguida o menino desmaiado próximo da vala. Correu desesperadamente a ponto de deslizar no chão lamacento e liso. Rapidamente se aproximou do menino desmaiado.
− Ai, Pê! Pê!
O menino mexeu a cabeça. Estava zonzo. Tornou a aquietar-se. Juntou gente no local. Alguém pegou o menino no colo e saiu correndo em direção a uma ambulância que ocasionalmente passava por ali. O menino foi socorrido, mas estava bem. Foi levado para um hospital para exames por precaução. Definitivamente o menino estava bem!
Assim a tempo das chuvas passou. Aquela comunidade recuperou-se da atual calamidade. A vida retornou ao normal, menos para Pê (Peter - ler Peter e não Piter) e sua família que tiveram que se mudar para outra localidade, mais distante do centro urbano e para uma casa menor, um cômodo só para cinco pessoas. Vida dura a de Peter e sua família (ele, a mãe, duas irmãs menores e uma irmã mais velha). O pai já havia morrido soterrado em outra calamidade dois anos antes desta (em outro local próximo dali) tentando salvar uma criança.
As dificuldades para sobreviver certamente levariam aqueles momentos preciosos de brincadeiras com um barquinho de papel da memória se Peter não tivesse conseguido adquirir uma estranha habilidade. Conseguia do nada, fazer barquinhos de papel. Um dia (quando suas irmãs estavam ausentes) mostrou esta habilidade a sua mãe.
− Mãe veja o que eu sei fazer! E sem nada na mão!
A mãe prestou atenção um tanto impaciente. Finda a demonstração resmungou:
− Só isso! Barquinho de papel pra que serve? Melhor que usasse como folha de caderno mesmo, mas filho, você não gosta de escrever. Ainda se fosse um barquinho de ouro... Daí, nós poderíamos sair desta pobreza...
Peter ficou chateado, mas continuou aperfeiçoando discretamente esta habilidade pela vida adiante. Descobriu que seus barquinhos poderiam ser desdobrados e transformados em folhas de cadernos novamente. Menino de origem muito pobre tirou grande proveito desta dádiva sem prejuízo para a natureza que agradecia compadecida.
Desta maneira, Peter (talvez, não nesta ordem) estudou, cresceu, se graduou, se estabeleceu, fez fortuna, tirou a família da pobreza, casou, constituiu sua família, se tornou cidadão respeitado... Mas continuou aperfeiçoando sua habilidade de fazer do nada barquinho de papel de folha de caderno. Conseguia por exemplo fazer um barquinho de papel em tal velocidade que desdobrava intacto sem qualquer vinco uma folha nova em folha. Peter só usava deste papel sem prejuízo para a natureza em sua empresa que agradecia compadecida.
Finalmente, Peter muito rico e importante deu uma festa de aniversário para sua já bem idosa mãe. O presente de Peter para a sua mãe foi um barquinho de ouro. Quando a mãe de Peter viu o barquinho de ouro arregalou os olhos balbuciando:
− Filho...
Peter achando que entendia o espanto da mãe explicou:
− Mãe, eu mandei fazer de ouro uma folha bem fina e flexível no tamanho de uma folha de papel de caderno e gastei para tanto uma boa fortuna, que hoje não me faz falta, dobrei no formato de um barquinho de papel, pois eu sabia desde criança que era um presente que a senhora muito desejava ganhar...
Continuou explicando concluindo:
− É que nunca consegui do nada fazer um barquinho de ouro!
− Filho...
− Hum? O quê? Mãe?
− Finalmente acordou! Você está bem filho! Foi só um susto!
− Onde estou?
− No hospital! Mas, já está bem!
− Mãe e o barquinho de ouro?
− Barquinho? Ah, o barquinho...
A senhora remexeu nos seus pertences e retirou um papel todo amassado e bem chamuscado, comentou:
− É o que sobrou do barquinho. Acho que ele recebeu a maior parte do choque, mas filho, você está bem! O barquinho te ajudou!
− Barquinho de ouro!
− É filho, é um barquinho de ouro!
− Mãe a senhora tem um lápis?
− Tenho! Mas você não gosta de escrever...
− Eu gosto! Agora eu gosto!
A senhora remexeu novamente nos seus pertences.
− Achei! Tome!
− Mãe me empresta o barquinho?
A mãe aquiesceu. O menino desamassou e alisou o mais que pôde o papel chamuscado. Escreveu sobre o papel: Este é o meu Barquinho de Ouro.
E deu de presente a mãe.
SP, 25 de dezembro de 2009.
Osvaldo Matsuda
Fome luz
Alimento vitamina
Sobra alimento
Fome luz
Uma estrela caiu
Da janela da esperança
Onde está a balança?
As galáxias se encontraram...
Sobra alimento
Fome luz
Uma estrela caiu
Da janela da esperança
Onde está a balança?
As galáxias se encontraram...
Fusquinha branco
Um dia
Meu fusquinha parou de rodar.
O motor pifou.
A nossa viagem terrestre acabou.
Naquele dia
Teve início a viagem mítica.
Meu fusquinha parou de rodar.
O motor pifou.
A nossa viagem terrestre acabou.
Naquele dia
Teve início a viagem mítica.
ARVOREDO de DANUBIO FIALHO
No sótão,
O baú permanecia fechado
Guardando estrelas que não mais luziam.
Enquanto isso, o almoço estava na mesa,
Sem aquele vaso de flores
Colorindo vozes.
No fundo do mar,
A areia se movia
Com a passagem rápida
De um pássaro marinho.
Subindo a escada,
A menina buscava sua boneca
Em meio a vozes indiferentes.
Abrira-se o baú.
Ninguém por perto.
E a menina chorava
Enquanto a sobremesa
Era servida.
Tombava o pássaro e
Esvaziava-se o mar.
Na cozinha,
O barulho das louças.
Na escuridão de um quarto,
No fundo do mar,
Entre estrelas marinhas
A boneca ninava a menina
Que sonhava:
A natureza era uma grande família.
Quem chorou pelo mar-morto?
Ele próprio.
É a maior lágrima
De que se tem notícia.
Nem flores, nem pássaros,
Nem céu, nem azul,
A ecologia desabrocha
Entre os lábios da moda.
.
O mar secou.
Ninguém chorou.
Fui vê-lo;
Inda respira.
Encontrei apenas o sol, compadecido,
Tentando a eutanásia.
Lenta agonia.
E o que foi feito
De todos aqueles amores,
Séculos após séculos,
E de todas as lágrimas vertidas?
Hoje, nada importa,
Como amanhã,
Hoje, nada importará.
Nem nuvens, ou luzes,
Somente a noite,
Somente tu,
Somente eu.
Somente nós,
Nem lua, nem céu,
Nem dor, nem lágrimas,
Ou vozes,
Apenas um instante.
Somente tu,
Somente nós
A correr - nus,
A socorrer - nus,
A abraçar-nos.
Sem mantos,
Como sereias,
Sem velas,
Sem sorteios,
Mas com sorte.
No peito, um coração,
Na boca, um esboço,
Na mente,
Um arvoredo
E, nos sonhos da menina,
Aquele mar
Que um dia
Poderá saciar a sua sede
Em outro mar
E ser rebatizado:
“O Ressurrecto”.
O baú permanecia fechado
Guardando estrelas que não mais luziam.
Enquanto isso, o almoço estava na mesa,
Sem aquele vaso de flores
Colorindo vozes.
No fundo do mar,
A areia se movia
Com a passagem rápida
De um pássaro marinho.
Subindo a escada,
A menina buscava sua boneca
Em meio a vozes indiferentes.
Abrira-se o baú.
Ninguém por perto.
E a menina chorava
Enquanto a sobremesa
Era servida.
Tombava o pássaro e
Esvaziava-se o mar.
Na cozinha,
O barulho das louças.
Na escuridão de um quarto,
No fundo do mar,
Entre estrelas marinhas
A boneca ninava a menina
Que sonhava:
A natureza era uma grande família.
Quem chorou pelo mar-morto?
Ele próprio.
É a maior lágrima
De que se tem notícia.
Nem flores, nem pássaros,
Nem céu, nem azul,
A ecologia desabrocha
Entre os lábios da moda.
.
O mar secou.
Ninguém chorou.
Fui vê-lo;
Inda respira.
Encontrei apenas o sol, compadecido,
Tentando a eutanásia.
Lenta agonia.
E o que foi feito
De todos aqueles amores,
Séculos após séculos,
E de todas as lágrimas vertidas?
Hoje, nada importa,
Como amanhã,
Hoje, nada importará.
Nem nuvens, ou luzes,
Somente a noite,
Somente tu,
Somente eu.
Somente nós,
Nem lua, nem céu,
Nem dor, nem lágrimas,
Ou vozes,
Apenas um instante.
Somente tu,
Somente nós
A correr - nus,
A socorrer - nus,
A abraçar-nos.
Sem mantos,
Como sereias,
Sem velas,
Sem sorteios,
Mas com sorte.
No peito, um coração,
Na boca, um esboço,
Na mente,
Um arvoredo
E, nos sonhos da menina,
Aquele mar
Que um dia
Poderá saciar a sua sede
Em outro mar
E ser rebatizado:
“O Ressurrecto”.
Vó Joana
Vó Joana
O Tamargo
Está bem atrasado
Pro jantar.
Ficou no bar
Com os amigos
Bebendo
Cerveja gelada.
Barrigudo.
Estava deitado na rede
Tinha sede
Mas, foi beber
No mar.
Sonhava sozinho
Cantava Soul
Um dia
Saiu trôpego
Quis abraçar o mundo
E num segundo
Percebeu
Que era virtual
Love U2.
Bateu Ponto
Ficou Sisudo.
Os passos
Da menina
Ficaram no asfalto.
A chuva lavou.
Bem que Vó Joana
Alertou.
Miracatu, 18 de janeiro de 1998
(Poesia publicada no livro: PÓ DA TERRA - Osvaldo Matsuda)
Fazendo coro para a INCELENCIA PARA VELHA JOANA - Julio Costa
O Tamargo
Está bem atrasado
Pro jantar.
Ficou no bar
Com os amigos
Bebendo
Cerveja gelada.
Barrigudo.
Estava deitado na rede
Tinha sede
Mas, foi beber
No mar.
Sonhava sozinho
Cantava Soul
Um dia
Saiu trôpego
Quis abraçar o mundo
E num segundo
Percebeu
Que era virtual
Love U2.
Bateu Ponto
Ficou Sisudo.
Os passos
Da menina
Ficaram no asfalto.
A chuva lavou.
Bem que Vó Joana
Alertou.
Miracatu, 18 de janeiro de 1998
(Poesia publicada no livro: PÓ DA TERRA - Osvaldo Matsuda)
Fazendo coro para a INCELENCIA PARA VELHA JOANA - Julio Costa
CANTAR A ECOLÓGICA SEMENTE
Fato de estarmos bem não significa
Que assim continuaremos calmamente
A cantar a ecológica semente,
Que resistente a tudo frutifica
Mesmo em condições de precariedade,
Que a tudo enfrenta e em tudo é vencedor
Amenizando sempre a nossa dor
Para assim manter a nossa vaidade
De estarmos no controle desta vida!
No entanto, o descontrole é tão imenso
Que faz aprofundar mais a ferida
Desta Terra vivente e adoecida.
É preciso rever valores! – Penso. –
Mas, de que adianta? Somos a prurida!
SP, 16 de agosto de 2009.
Osvaldo Matsuda
Que assim continuaremos calmamente
A cantar a ecológica semente,
Que resistente a tudo frutifica
Mesmo em condições de precariedade,
Que a tudo enfrenta e em tudo é vencedor
Amenizando sempre a nossa dor
Para assim manter a nossa vaidade
De estarmos no controle desta vida!
No entanto, o descontrole é tão imenso
Que faz aprofundar mais a ferida
Desta Terra vivente e adoecida.
É preciso rever valores! – Penso. –
Mas, de que adianta? Somos a prurida!
SP, 16 de agosto de 2009.
Osvaldo Matsuda
Silas Correa Leite (na TV Cultura) 04/09/09 - 22h
Dia 04 de Setembro Silas Correa Leite no 'Provocações' da TV Cultura
Contribuido pelo Redação
terça, 18 agosto 2009
Nosso colunista, o poeta Silas C. Leite, de Itararé, na TV Cultura
A direção do programa 'Provocações' da TV Cultura de São Paulo confirmou: dia 04 de Setembro próximo, às 22 horas, o
polêmico apresentador e dramaturgo Antonio Abujamra levará ao ar a entrevista gravada com o escritor de Itararé,
Silas Correa Leite, conhecido como 'poetinha'.
O programa foi gravado dia 25/07 nos estúdios da Barra Funda de São Paulo, ocasião em que o autor falou de sua obra
em evolução, dos sonhos que vem realizando, das idéias diferenciadas, de autores que o influenciaram.
Falou de Itararé, claro, de seus ídolos, da carreira, do que pensa e porque escreve.
A gravação foi editada, mas deve ir ao ar meia hora da entrevista, já que o programa tem duração de uma hora, em
média.
Mais uma vez Itararé, como nos tempos de Elvira Pagã, das Irmãs Pagãs, do Maestro Gaya, do próprio ator Carlos
Casagrande, da Rede Globo, é mostrada com o que tem de sua arte, suas criações, seus artistas.
Silas começou a escrever aos 16 anos, com o pseudônimo de Sil Corley (suas iniciais), no encarte 'O Carrapato',
produzido pelo Marcos Chunda que o jornal 'O Guarani' trazia com humor, causos, literatura, crônicas, etc. Em 1968, o
jornal O Guarani estava começando sua história brilhante do maior veículo de comunicação da região sul do estado de São
Paulo, com colunistas, entre outros, como Pedro Ribeiro Pinto, Lucas Ferreira, Delio Simões, Edson Melilo, Ávila (Antonio
Vinicius Lages) - Hermínio Lages no auge da vida - e outros.
ROL - Região On Line
14/08/09
Sonhos de Uma Criança em Itararé
Eu era o menino
Que sonhava incendiar barcos de papel de pão
Assumir a bússola, o sextante, o timão
E com a nave louca desgovernada
Ganhar o corrimão da enxurrada...
Eu era o guri
Que olhando o céu de Itararé tão infinito
Ainda assim fazia pito-carito
Pois eu tinha um sonho altaneiro, bonito
De ser poeta, vencer, ter floração
Muito além daquela constelação
Eu era um piá
Em Itararé – a beira do Paraná
Que tinha loucas ilusões, fantasias...
Em deixar a terra-mãe onde canta a sabiá
E todas as minhas conquistas e vitórias teria
Vivendo de cervejas, de serestas e de poesia...
Mas veio a baldeação da florada da vida
O curumim sentindo fome e a alma dividida
Garrou o mundo em busca de diploma, arco-íris, anel
Mas sofrido descobriu-se um dia de luta descabida
Que ainda é só aquele pobre menino do barco de papel
E o incêndio é a saudade de uma distante Itararé querida!
Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.porta-lapsos.zip.net
Contribuido pelo Redação
terça, 18 agosto 2009
Nosso colunista, o poeta Silas C. Leite, de Itararé, na TV Cultura
A direção do programa 'Provocações' da TV Cultura de São Paulo confirmou: dia 04 de Setembro próximo, às 22 horas, o
polêmico apresentador e dramaturgo Antonio Abujamra levará ao ar a entrevista gravada com o escritor de Itararé,
Silas Correa Leite, conhecido como 'poetinha'.
O programa foi gravado dia 25/07 nos estúdios da Barra Funda de São Paulo, ocasião em que o autor falou de sua obra
em evolução, dos sonhos que vem realizando, das idéias diferenciadas, de autores que o influenciaram.
Falou de Itararé, claro, de seus ídolos, da carreira, do que pensa e porque escreve.
A gravação foi editada, mas deve ir ao ar meia hora da entrevista, já que o programa tem duração de uma hora, em
média.
Mais uma vez Itararé, como nos tempos de Elvira Pagã, das Irmãs Pagãs, do Maestro Gaya, do próprio ator Carlos
Casagrande, da Rede Globo, é mostrada com o que tem de sua arte, suas criações, seus artistas.
Silas começou a escrever aos 16 anos, com o pseudônimo de Sil Corley (suas iniciais), no encarte 'O Carrapato',
produzido pelo Marcos Chunda que o jornal 'O Guarani' trazia com humor, causos, literatura, crônicas, etc. Em 1968, o
jornal O Guarani estava começando sua história brilhante do maior veículo de comunicação da região sul do estado de São
Paulo, com colunistas, entre outros, como Pedro Ribeiro Pinto, Lucas Ferreira, Delio Simões, Edson Melilo, Ávila (Antonio
Vinicius Lages) - Hermínio Lages no auge da vida - e outros.
ROL - Região On Line
14/08/09
Sonhos de Uma Criança em Itararé
Eu era o menino
Que sonhava incendiar barcos de papel de pão
Assumir a bússola, o sextante, o timão
E com a nave louca desgovernada
Ganhar o corrimão da enxurrada...
Eu era o guri
Que olhando o céu de Itararé tão infinito
Ainda assim fazia pito-carito
Pois eu tinha um sonho altaneiro, bonito
De ser poeta, vencer, ter floração
Muito além daquela constelação
Eu era um piá
Em Itararé – a beira do Paraná
Que tinha loucas ilusões, fantasias...
Em deixar a terra-mãe onde canta a sabiá
E todas as minhas conquistas e vitórias teria
Vivendo de cervejas, de serestas e de poesia...
Mas veio a baldeação da florada da vida
O curumim sentindo fome e a alma dividida
Garrou o mundo em busca de diploma, arco-íris, anel
Mas sofrido descobriu-se um dia de luta descabida
Que ainda é só aquele pobre menino do barco de papel
E o incêndio é a saudade de uma distante Itararé querida!
Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.porta-lapsos.zip.net
NO EU DO POETA de DANUBIO FIALHO
Por que, ao leitor,
Deveria interessar o que se passa
No pequeno eu do poeta?
Bagagens
Conduzidas há centenas de anos,
Ainda em lombos de camelos
E, nelas, poesias, quem sabe
Não reveladas,
A bem de preservar-lhes
[a pureza original?
Num precioso garimpo
Pelo eu do poeta,
Encontraria, talvez,
O que ainda não foi dito,
Contrapondo-se à máxima:
“Tudo já foi dito”,
Ou talvez um baú,
Qual tumba faraônica,
Onde estaria escondido
O sorridente esqueleto
De um antigo amor
[que nunca veio a lume?
Quem sabe interessaria
O próprio Egito,
Guardado em uma caixa de fósforos,
Displicentemente atirada a um canto,
Ainda com o palito que pôs fogo ao Sol,
Ou o legendário poeta e filósofo,
Omar El Khayyám,
Em uma taberna
Depois de fazer as pazes com Allah,
Longe das vistas de Marco Antônio,
Bebendo um vinho rosado
Na companhia de Cleópatra
E deste poeta?
Talvez encontre Abraão
[pedindo perdão a Sara
Por ter explorado sua beleza,
Entregando-a ao Faraó
Em troca de segurança e fortuna.
A grande novidade
Seria vê-lo desculpando-se
Com o Faraó
Por ter-lhe mentido
Que era irmão de Sara
E, arrependido,
Devolvia-lhe os bens que recebera
(bois, ovelhas, jumentos, camelos,
[escravos e servas);
Da mesma forma
O próprio Júpiter,
Deus de todos os Deuses,
Ajoelhado ante Juno
- arrependido em lágrimas –,
Desfiando todas as ninfas
E magníficas mulheres
Que possuiu, a bem
- ou não -,
De povoar a Terra.
Talvez estimule a imaginação do leitor,
A ponto de ver Jesus Cristo
Falando para o seu bordão
No Jardim das Oliveiras,
Ou o leve aos conflitantes
E jamais confessados
Pensamentos dos eunucos
Quando do exercício de suas veladas
E capengas funções.
Alguma novidade é possível...
Quem sabe,
Nesta sondagem,
Encontre, inesperadamente,
Uma misteriosa caixa de guardados,
Entre os quais
Lantejoulas e lança-perfumes
(desconhecidos por Freud),
Ou uma porta
Que conduza ao caminho
Dos segredos do cio
E seu calendário,
E, bem,
A um reservatório de lágrimas,
Ao lado,
O armazém das dores,
Ou ao desvio do inferno,
Onde, por um vintém,
É dispensada a confissão
E o arrependimento.
Quem sabe encontrasse,
Finalmente,
Os mistérios de Deus,
Esquecidos no bolso de um velho capote,
- Preto -
Pendurado em um cabide
Cheio de teias de aranha?
Ou a bíblia das bíblias
- carcomida por traças -,
Escrita de próprio punho
Revelando o dia do julgamento
E a prolatada verdade.
Por certo encontraria
No fantástico genoma do poeta,
Os eus que o precederam
- todos reunidos -,
Em torno de uma festa
Regada á champagne
- a verdadeira -,
E acompanhados, como sempre,
De encantadoras mulheres
- suas musas -,
Gritando um hip...hip...hurra,
Em homenagem ao eu do poeta
E à promissora genética.
Querido amigo Matsuda! O poema "No Eu do Poeta" é um daqueles que, como já disseste, valeu à pena escrever. Está inscrito no Concurso do Santander Cultural e Banco Real. Envio-te uma cópia ao mesmo tempo em que o dedico ao "Vale do Ribeira" para que os leitores paulistas divirtam-se e façam um comentário no site do Talentos da Maturidade, "No Eu do Poeta". Conto com teu pessoal e inestimável comentário. Um grande abraço, amigo Matsuda, do Danubio.
Deveria interessar o que se passa
No pequeno eu do poeta?
Bagagens
Conduzidas há centenas de anos,
Ainda em lombos de camelos
E, nelas, poesias, quem sabe
Não reveladas,
A bem de preservar-lhes
[a pureza original?
Num precioso garimpo
Pelo eu do poeta,
Encontraria, talvez,
O que ainda não foi dito,
Contrapondo-se à máxima:
“Tudo já foi dito”,
Ou talvez um baú,
Qual tumba faraônica,
Onde estaria escondido
O sorridente esqueleto
De um antigo amor
[que nunca veio a lume?
Quem sabe interessaria
O próprio Egito,
Guardado em uma caixa de fósforos,
Displicentemente atirada a um canto,
Ainda com o palito que pôs fogo ao Sol,
Ou o legendário poeta e filósofo,
Omar El Khayyám,
Em uma taberna
Depois de fazer as pazes com Allah,
Longe das vistas de Marco Antônio,
Bebendo um vinho rosado
Na companhia de Cleópatra
E deste poeta?
Talvez encontre Abraão
[pedindo perdão a Sara
Por ter explorado sua beleza,
Entregando-a ao Faraó
Em troca de segurança e fortuna.
A grande novidade
Seria vê-lo desculpando-se
Com o Faraó
Por ter-lhe mentido
Que era irmão de Sara
E, arrependido,
Devolvia-lhe os bens que recebera
(bois, ovelhas, jumentos, camelos,
[escravos e servas);
Da mesma forma
O próprio Júpiter,
Deus de todos os Deuses,
Ajoelhado ante Juno
- arrependido em lágrimas –,
Desfiando todas as ninfas
E magníficas mulheres
Que possuiu, a bem
- ou não -,
De povoar a Terra.
Talvez estimule a imaginação do leitor,
A ponto de ver Jesus Cristo
Falando para o seu bordão
No Jardim das Oliveiras,
Ou o leve aos conflitantes
E jamais confessados
Pensamentos dos eunucos
Quando do exercício de suas veladas
E capengas funções.
Alguma novidade é possível...
Quem sabe,
Nesta sondagem,
Encontre, inesperadamente,
Uma misteriosa caixa de guardados,
Entre os quais
Lantejoulas e lança-perfumes
(desconhecidos por Freud),
Ou uma porta
Que conduza ao caminho
Dos segredos do cio
E seu calendário,
E, bem,
A um reservatório de lágrimas,
Ao lado,
O armazém das dores,
Ou ao desvio do inferno,
Onde, por um vintém,
É dispensada a confissão
E o arrependimento.
Quem sabe encontrasse,
Finalmente,
Os mistérios de Deus,
Esquecidos no bolso de um velho capote,
- Preto -
Pendurado em um cabide
Cheio de teias de aranha?
Ou a bíblia das bíblias
- carcomida por traças -,
Escrita de próprio punho
Revelando o dia do julgamento
E a prolatada verdade.
Por certo encontraria
No fantástico genoma do poeta,
Os eus que o precederam
- todos reunidos -,
Em torno de uma festa
Regada á champagne
- a verdadeira -,
E acompanhados, como sempre,
De encantadoras mulheres
- suas musas -,
Gritando um hip...hip...hurra,
Em homenagem ao eu do poeta
E à promissora genética.
Querido amigo Matsuda! O poema "No Eu do Poeta" é um daqueles que, como já disseste, valeu à pena escrever. Está inscrito no Concurso do Santander Cultural e Banco Real. Envio-te uma cópia ao mesmo tempo em que o dedico ao "Vale do Ribeira" para que os leitores paulistas divirtam-se e façam um comentário no site do Talentos da Maturidade, "No Eu do Poeta". Conto com teu pessoal e inestimável comentário. Um grande abraço, amigo Matsuda, do Danubio.
FAVELINHA EU TE AMO!
OSVALDO MATSUDA E EDITORA ALL PRINT
CONVIDAM A TODOS PARA O EVENTO DE LANÇAMENTO DO LIVRO:
"FAVELINHA EU TE AMO!"
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ALL PRINT EDITORA
Telefones: (11) 2478-3413 / (11) 2478-3414
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SARAU POÉTICO E MUSICAL
Dia 04/07/2009 - Sábado
A partir das 16h00
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