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Aos que acompanham o LITERATO DO VALE e que gostariam de ver a série de poemas "P"EM PEDRINHAS na intregra e outras séries de poemas visuais que ainda estão por vir do poeta Julio César, confira no endereço www.brutoabrupto.blogspot.com.br.Lá vocês poderam conferir o trabalho de outros poetas como:Fernando Campos, Ana Luci, Osvaldo Matsuda, e Nestor Rocha.

A poesia não precisa de nós

"que o tempo iria passar
e se eu parasse no tempo?
E se eu ficasse preso no seu?"


escapa
ñ escapo
do tempo
ele escapa
nos prende
determina
biologicamente
o fim
mas ele não finda fim
a poesia veio antes
veio com o tempo
como disse Matsuda
quero parar no tempo da poesia
ficar preso no tempo dela
parte
partícula
todo
hólos
o gemido de lá
é expressão da dor daqui

omeostase?
a poesia ñ precisa de nós
a poesia ñ precisa de nós
a poesia ñ precisa
ñ é precisa
o gemido ñ é percebido
perdeu os sentidos
o espírito ñ sente
a a P O esia
a P O esia
a A p O esia
A a p O esia
A p O esia
a p O esia




04/10/2009

vazante

Vazante poema água

Terceira Ordem

esta ordem
esta é a ordem
o dia está para a chuva
estou antes da chuva
estou onde lá choveu
o choro no céu
para o mundo
céu quebrado
ser quebrado
Marlon feliz
um improviso
um free jazz
uma batucada
na casa do Nestor
dor no pé
Mal de Norton
pra que nomear?
toda dor é um mal
psique do role
forte
psique do role
amor livre
quase tudo pode fazer
um libertador nada fazer
vamos todos juntos
ir a passeio
força
forte café
não amo o dia
amo o dia
um pulsar
ou um impulso
força
plantar
enraizar
doce voar
obrigado de nada
a vida
a morte
pausa entre as palavras
eu ñ quero
estar forte
itálico
dor forte
negrito
voando forte
terceira ordem

O MAR DE ITAPITANGUI

BÍPIDE

Manipular coisas, transformar
Com as mãos eu moldo, eu preparo, forjo
Modifico, adiciono, dou mãos substancia
ao movimento das mãos.
As coisa é tudo o que existe
coisa de faze
Alguma coisa qualquer coisa
as coisas se transformam
eu me transformo
eu sou homem bípide
caminho com duas pernas
como as aves. Mas não voo.
Os metafísicos voam.
Os sem terra também voam
A mais intensa e raivososa...
Tudo porque algu...
''Sobreviventes do massacre de sem terra
em eldorado de carajás dizem que a
PM escondeu vítimas.
Governo estadual nega "
A natureza não basta...
A modernidade necessitou criar
a ecologia
fusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusãoporassoreamento
fusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusãoporassoreamento
fusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusãoporassoreamento


c
o
r
d
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a
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banco de areia banco de areia CANANÉIA ILHA DO CARDOSO
banco de areia banco de areia BAÍA DE TRAPANDÉ
banco de areia banco de areia CORDÕES DRENOSOS
banco de areia banco de areia
formando reestinga
obstrução
fusão por assoreamento
lacunas submersas
lagunas s
ão
d
i
s



pe
r

fusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusãoporassoreamentofusão

Impureza do Branco de Carlos Drummond

Invisivel interferencia semantica
Pois penso, traduzo o que sinto
por meio de signo de linguagem
Dos quais segundo Bourdieu estão
todo nosso patrimonio cultural
herdado e preservado, base geradora
de todo o conceito e preconceito
Drummond,atraves de uma intervenção
poetica nos faz repensar os significados
normativos e consequentemente
interagir com fatos coisas pessoas de um
novo jeito
Produzindo com isso a diferença que segundo
Batson é a raiz da informação (in:North 1996)
Invisivel interferencia semantica
Impureza do branco
Neve leite alvo candido claro transparente
palido brancoso quse sem vida(ao contrario
brilhante) sem macula inocente idiota e ingenuo
Apenas ingenuo
Ingenuo não
Inocente e doce
Doce de abobora em calda
calda seiva sangue

O meu inferno passa a ser provisorio,como provisorio é o de ruffato 2

"Na mão direita tem uma roseira
que da flor na primavera
Que da flor na primavera
Bela roseira entra na roda
E abraça a mais faceira
E abraça a mais faceira"
Dominio público

Imagem plagiada
Texto plagiado
Vidas plagiadas
O tempo parou
O continuum do tempo parou
O Vale do Ribeira e poesias
poesias no Ribeira
Poesias beirando
Na pausa do tempo
Nos espaços ressonantes
O passado será captado
Pela antena de um poeta
No tempo da ...
A areia caindo sobre o vidro
A palavra caindo sobre o poema
Poema areia e vidro
Areia e vidro é meio hermético
mas é poético
Neste banco de areia
Banco de idéias
Armazenando poemas
Desaparecendo banco de areia
No presente, o passado está sendo captado
Pela antena de um poeta
No tempo da areia cair sobre o poema
Poema areia e vidro


Imagem plagiada
Texto plagiado
Vidas plagiadas
O tempo parou
O continuum do tempo
parou
E a poética passou pela avenida
Conego Cipião - Miracatu - Vale do Ribeira - SP
Silencio da ausencia
Ouço o lamento dos Zés ninguem
Eles Matavam a austeridade
Não sei se estou em 92 ou 94
Período da Dissipação Visual
Dissiparam alguns artistas e obras
Dissiparam alguns poetas e poesias
Algumas obras permaneceram
Algumas poesias permaneceram
Me aproximo do ano de 2009 que ñ verei
que verei
que vi


Iu ha
Iu ha
Iu ha, lingua
Grito
Iu eh
Iu eh
Iu eh, lingua
Grito
Ieuaie ooooo
Ieuaie ooooo
Ieuaie ooooo
Ooooooooooo
Ie ua ie oooo
Ie ua ie oooo
Ieua ie aaaa
Ieua ie aaaa
Ieuaio eeeee
Ieuaio eeeee
Ie ua io eeee
Eeeeeeeeeee
Ia o iao iao
Ia o iao iao
Ia o iao iao
Iao iao iao
Iao iao iao
Iao iao iao
Ioa ioa ioa
Ioa ioa ioa
Aaaaaaaaaa

O meu inferno passa a ser provisorio,como provisorio é o de ruffato

"Se eu roubei, seu roubei teu coração
Seu roubaste, tu roubaste o meu tambem
Seu roubei, seu roubei teu coração
É porque, é porque eu te quero bem "

Se é so,re,do é um tipo de musica
Se dança de roda a roda canta
Se gira a roda, a roda canta
Quem ta no meio responde
No canto e no giro da roda fico bem, reflito
O meu inferno passa a ser provisorio,
Como provisorio é o de Ruffato
Provavelmente posso retornar para casa e dizer:
"Mamma, son tanto felice
Perché ritorno da te"
Emfora das plantações e da criação de animais
Embora tenha seu valor, emdentro destas alegria
Emfora destas, momentos assentimentais
Emdentro disto tudo alem do mato, homens
Eu dentro ecologico
Eu bicho bicho
Eu bicho ecologico
Eu bicho de palavras
... assim ... assim,etc

Poema Saboroso


Poema para Boloño

Um jogo de montar poemas
Pedra atirada ao acaso
E pular para chegar ao céu
Ao limbo ou inferno compartilhados
Todo jogo é arbitrário, regras aprendidas
Ao jogá-lo
Só se aprende o texto lendo
Às vezes só se apreende as palavras escritas vendo
Só se compreende plenamente a mensagem correspondendo
A literatura moderna de língua hispanica exige investigação selvagem
Partindo de várias estórias retalhos para se formar um texto colcha
Temporário, parcial, inacabado, e também contraditório, faltando ou sobrando ''de muito"
cabendo terminá-lo ou imaginar o seu fluxo contínuo ( pois temos esta possibilidade de também
contar a nossa versão) do inferno limbo compartilhado ( America Latina)
Geração de jovens poetas (1970)mortos ou perdidos, ou de ideais perdidos
Com seus ideais, perdidos poetas
Com poesias mortas sem sentido,como a Latina América Surrealista
Seus mitos vagando e pregando sua estética do sonho que Glauber Rocha sacou e escreveu a estética
do sonho;
Allende morto como sonho
Jovens universitários correndo, fugindo do gás lacrimogenio, e das porradas de policiais estúpidos, que promovem um espetáculo para apenas uma expectadora
Que ve a distancia, todo o movimento da janela do banheiro da faculdade
Sentada com os pés suspensos e sua calcinha por entre os joelhos
Sua imagem congelada
... vários narradores narrando várias estórias do limbo e do inferno compartilhados
E eu no inferno e no limbo também,compartilho o meu POEMA PARA BOLOÑO