HISTÓRIAS DO FUTEBOL REGIONAL (5)

“HISTÓRIAS DO FUTEBOL REGIONAL” – Nº 5
A “Associação Sul Paulista de Esportes”, foi fundada em 10 de fevereiro de 1935, na Vila de Alecrim (Pedro de Toledo), cuja finalidade era a organização de torneios e campeonatos do times existentes na “Zona” (linha Peruíbe-Juquiá), sendo empossada a seguinte Diretoria: Presidente, José Gomes da Costa; Vice, Tenente Otaviano de Oliveira; Secretário geral, Albino Pinheiro; 1º Secretário, Edésio M.Leite; 2º Secretário, Joaquim Camargo; 1º Tesoureiro, Antonio Peres e 2º Tesoureiro, Manoel Nunes. Comissão de Esportes: Alberico Marietto, Albano Marietto, João A.Carneiro, Hypólito Ribeiro da Silva, Ítalo Pazzini, Mário Pupo de Moraes. Comissão de Justiça: Alfredo Talib, Abel A.Carneiro, Pedro V. Morais. Consultor Jurídico: Cel. Diogo Martins Ribeiro.
Em 10 de março do corrente ano, realizou-se em Alecrim, uma eliminatória organizada pela nova Associação entre seus clubes filiados, sendo: Juquiá F.C., Biguá F.C., Pedro Barros F.C., Associação Progresso do Alecrim e E.C. Peruhybence. Ficaram como finalistas Prainha F.C., com dois jogos ganhos e A.P. Alecrim, com um jogo ganho. Terminou o jogo com resultado favorável a A.P.Alecrim por 2 x 0, classificando-se em primeiro lugar.
Momento depois entram em campo, o time do Alecrim e um selecionado da Associação, sendo estes os quadros:
Selecionado
Escoparim
Menélio Pedro
Ditão Gustavo Paulo
Marques Belchior Rodolfino Zacarias Luiz
Alecrim
Alberto
Pedro Alcádio
Zé Vicente Leal Fioriti
Brasil Renato Nelson Zuca Benjamin
O jogo foi bem disputado, havendo um empate de 2 x 2. Ao final do evento , a Associação Sul Paulista de Esportes, foi elogiada pela brilhante maneira com que se portou e organizou o “Festival” de Futebol.
Miracatu, 01 de abril de 2009.
Fontes: Jornal: “O Ribeira de Iguape”–Prainha, Domingo 24/02/1935–ANO II-Num.26
Jornal: “O Ribeira de Iguape”–Prainha, Domingo 17/03/1935-ANOII-Num.28
Acervo: Museu Municipal “Pedro Laragnoit” – Miracatu – SP.

Pesquisa; Laerte de Camargo Araújo.

Retrato de Jan Six

O magnífico Jan Six
Fidalgo de Amsterdã
Foi em traços toscos e lisos
Retratado pelo célebre Rembrandt

Homem garboso
Elegantemente trajado
Olhar fluido e discreto
Contorno voluptuoso

Mãos ebúrneas,
Harmoniosamente reclinadas,
Desnudam seu ser!
Seus lábios cálidos,
Tão indeléveis,
Delatam-no probo!

Em tons verdes e rubros
Jan Six tão belo
Sublime e engomado
Ainda pode ser apreciado!


Álvaro Ribeiro Domingues

A música da despedida

Quando você estiver triste
Cante uma música,
Uma música qualquer,
Será a melhor despedida,
Ficará para sempre na lembrança
Como um caloroso abraço,
Um sublime adeus!
A música será a libertação, em pleno exílio,
A libertação!


(Escrito às 03:50, no dia 12/01/09, assistindo o filme Sibéria e lembrando de momentos felizes ao lado de amigos.)


Álvaro Ribeiro Domingues

O Gentil-Homem

Jovem tão garboso
De ser acólito
Olhar rutilante
Cabelos lanosos
Gestos eólicos
Ternos traços
Em tenros passos
Ele caminha sublime
Entre impassíveis fidalgos


Le beau garçon
Un honnête homme
Cuja beleza tenaz
E principesca
Tanto mais a fuliginosa
Austeridade pitoresca
Tenta encobrir
Mais a torna imensurável!


Álvaro Ribeiro Domingues

NO CENTRO DO CORAÇÃO DO VALE...

Conteúdo essencial para viver aqui,
é mergulhar em você mesmo, para
saber onde esta.
Encontrei um verde virgem, maduro.
Desconheço a mim, desconheço onde estou,
minha bússola é o meu coração
apontando para o centro dessa região.
A viagem principia, viagem ao centro,
não a viagem de Júlio Verne , a nossa viagem!
Vale do Ribeira a partir de nós, partindo, rupturando
outros conceitos,
construindo versos sujos de tintas, mapeando com "atos arte"
o que vai surgir,
Nós.

Martins Castro

Texto escrito para o Fanzine "Distinus look fanzine" nº 2
do poeta Martins Castro e Julio cesar da Costa 1991

lançamento de livros


Dia 09 de abril você poderá estar em contato com arte, literatura e boas companhias!
lançamento dos livros dos escritores Jehoval Junior e Osvaldo Matsuda
As 20 horas na Câmara Municipal de Miracatu
com as presenças de João Bá, músicos e do poeta Julio Cesar Costa e muitos convidados
Ladrilhos improvisados
Esse poema foi escrito numa noite fria de maio dentro do calor do bar do seu Maurinho, quer dizer, começou numa manhã gelada em meu solitário mau humor, a muitas mãos, agora são outros sentimentos...

Queria que meus olhos fossem caleidoscópios
pra que transformassem tudo ao meu redor em coisas bonitas de se ver
quem sabe meu mau humor fosse embora...
mas não vemos só com os olhos
o que sentimos é que define o modo como vemos as coisas
vemos o que sentimos...
Queria que meus olhos fossem lâminas
e passassem a cortar todos sem ação
invocando reação
sossego por algumas horas...
Queria mais é que meus olhos pudessem, de forma translúcida,
ir além do horizonte e se encontrar nos teus desejos...
Não queria ver nada
somente a cegueira
talvez nada...
Nada... da na... um som(na verdade samba)
Idéias... e essas moças lindas
é assim mesmo
copo pela metade
uma xícara(só uma palavra que veio)
vícios
um beijo...
Não sei dos versos a metade,
construímos esse poema
com os cacos
feito ladrilhos improvisados
no piso iluminado com resto do sol...
Queria que a vida fosse sempre assim
Transcedendo a realidade
atemporalmente eternizar esse momento
e agora são outros sentimentos...
E os estudiosos dizem não existe felicidade
discordo
hoje fiquei feliz.
Paloma, Júlio, Davi, Janaína, Deco, Júnior, Douglas.
11/05/06