despedida com choro à noite
O seu rosto dissolvendo
Dia de chuva
Chuva a derreter os seus olhos
Despedida de quem nunca mais vai ser visto
Quantas palavras não foram ditas
Quantas lindas palavras poderiam ter sido ditas
Ficaram
Vestido azul
Sorriso branco
Claro como o dia
Sol nos olhos e no cabelo
Ondas em dia de sol bem claro
Árvores por entre olhos
À noite...despedida...soluços...
déco
Sete Barras
Dia de chuva
Chuva a derreter os seus olhos
Despedida de quem nunca mais vai ser visto
Quantas palavras não foram ditas
Quantas lindas palavras poderiam ter sido ditas
Ficaram
Vestido azul
Sorriso branco
Claro como o dia
Sol nos olhos e no cabelo
Ondas em dia de sol bem claro
Árvores por entre olhos
À noite...despedida...soluços...
déco
Sete Barras
Terceira Ordem
esta ordem
esta é a ordem
o dia está para a chuva
estou antes da chuva
estou onde lá choveu
o choro no céu
para o mundo
céu quebrado
ser quebrado
Marlon feliz
um improviso
um free jazz
uma batucada
na casa do Nestor
dor no pé
Mal de Norton
pra que nomear?
toda dor é um mal
psique do role
forte
psique do role
amor livre
quase tudo pode fazer
um libertador nada fazer
vamos todos juntos
ir a passeio
força
forte café
não amo o dia
amo o dia
um pulsar
ou um impulso
força
plantar
enraizar
doce voar
obrigado de nada
a vida
a morte
pausa entre as palavras
eu ñ quero
estar forte
itálico
dor forte
negrito
voando forte
terceira ordem
esta é a ordem
o dia está para a chuva
estou antes da chuva
estou onde lá choveu
o choro no céu
para o mundo
céu quebrado
ser quebrado
Marlon feliz
um improviso
um free jazz
uma batucada
na casa do Nestor
dor no pé
Mal de Norton
pra que nomear?
toda dor é um mal
psique do role
forte
psique do role
amor livre
quase tudo pode fazer
um libertador nada fazer
vamos todos juntos
ir a passeio
força
forte café
não amo o dia
amo o dia
um pulsar
ou um impulso
força
plantar
enraizar
doce voar
obrigado de nada
a vida
a morte
pausa entre as palavras
eu ñ quero
estar forte
itálico
dor forte
negrito
voando forte
terceira ordem
EU LÍRICO, MIRACATU
Nasci pequenina beirando o rio
despertei sonolenta
entre a sombras das árvores
mosqueadas de sol.
Prainha repleta de encantos
Prainha repleta de vida
Prainha repleta de luz.
Deixe de ser o que era
para erguer-me volvendo à luta
força que há na terra,
humus que a flor encerra
sem espantos,sem assombros, sem medos.
Minha voz ainda úmida de orvalho
solta aos ventos, pela dormência dos ares:
sou terra que abriga
sou povo que trabalha!
Na imensidão do verde que me cerca
grandes ervas musáceas,
cujos os frutos se apresentam em cachos,
adocicam,ornamentam, abrilhantam
terra que ouro contém
ouro que o povo encanta.
palmo a palmo, a civilização
avança...
brotada em meu coração.
E como a fagulha que fende as nuvens
sem provocar trovões
renasço!
Miracatu repleta de encantos
Miracatu repleta de vida
Miracatu repleta de luz.
Poema da Antologia "Miracatu Nossa terra,
Nossa gente!
3ºConcurso Literário da Câmara Municipal de
Miracatu
Aline Regina dos Santos
despertei sonolenta
entre a sombras das árvores
mosqueadas de sol.
Prainha repleta de encantos
Prainha repleta de vida
Prainha repleta de luz.
Deixe de ser o que era
para erguer-me volvendo à luta
força que há na terra,
humus que a flor encerra
sem espantos,sem assombros, sem medos.
Minha voz ainda úmida de orvalho
solta aos ventos, pela dormência dos ares:
sou terra que abriga
sou povo que trabalha!
Na imensidão do verde que me cerca
grandes ervas musáceas,
cujos os frutos se apresentam em cachos,
adocicam,ornamentam, abrilhantam
terra que ouro contém
ouro que o povo encanta.
palmo a palmo, a civilização
avança...
brotada em meu coração.
E como a fagulha que fende as nuvens
sem provocar trovões
renasço!
Miracatu repleta de encantos
Miracatu repleta de vida
Miracatu repleta de luz.
Poema da Antologia "Miracatu Nossa terra,
Nossa gente!
3ºConcurso Literário da Câmara Municipal de
Miracatu
Aline Regina dos Santos
Vó Joana
Vó Joana
O Tamargo
Está bem atrasado
Pro jantar.
Ficou no bar
Com os amigos
Bebendo
Cerveja gelada.
Barrigudo.
Estava deitado na rede
Tinha sede
Mas, foi beber
No mar.
Sonhava sozinho
Cantava Soul
Um dia
Saiu trôpego
Quis abraçar o mundo
E num segundo
Percebeu
Que era virtual
Love U2.
Bateu Ponto
Ficou Sisudo.
Os passos
Da menina
Ficaram no asfalto.
A chuva lavou.
Bem que Vó Joana
Alertou.
Miracatu, 18 de janeiro de 1998
(Poesia publicada no livro: PÓ DA TERRA - Osvaldo Matsuda)
Fazendo coro para a INCELENCIA PARA VELHA JOANA - Julio Costa
O Tamargo
Está bem atrasado
Pro jantar.
Ficou no bar
Com os amigos
Bebendo
Cerveja gelada.
Barrigudo.
Estava deitado na rede
Tinha sede
Mas, foi beber
No mar.
Sonhava sozinho
Cantava Soul
Um dia
Saiu trôpego
Quis abraçar o mundo
E num segundo
Percebeu
Que era virtual
Love U2.
Bateu Ponto
Ficou Sisudo.
Os passos
Da menina
Ficaram no asfalto.
A chuva lavou.
Bem que Vó Joana
Alertou.
Miracatu, 18 de janeiro de 1998
(Poesia publicada no livro: PÓ DA TERRA - Osvaldo Matsuda)
Fazendo coro para a INCELENCIA PARA VELHA JOANA - Julio Costa
farofa de passarinho
wilha...
escuta esse nome
wilha...
se conta ninguém acredita que ele é índio
nem ele mesmo
wilha contô que num tem coisa mais gostosa que farofa de passarinho
e que era o que a vó dele, véinha, véinha, mais gostava
e que ela até aguava a boca só de lembrá
mais eu perguntei se ele não tinha dó de acabá com os passarinho não
uns bichinho piquinininho daquele
que panelada que dava?
aí ele perguntô se tinha boi se acabano? ou se tinha frango?
ou porco?... ou até soja?
E disse que gente e bicho num se separava não
Era tudo farinha do mesmo saco
E que acabá com um era acabá com o outro
E que não era todo dia que ela fazia farofa de passarinho não
E que em volta da casa da vó dele
Tinha quase tudo quanto é tipo de fruta e flor pra passarinho
E que ela passava a tarde toda ouvino a cantiguinha deles
E num dexava ninguém judiá deles não
E que uma das coisa mais bunita
Era vê a vó dele lembrá do gosto da farofa de passarinho
que a vó dela fazia, lá longe no passado dela
e que acabá com esse custume dela era a mesma coisa de acaba com ela
e só ela sabia e tinha tanta paciência
pra cuidá daquela plantaiada toda
Aí aquilo fico na minha cabeça
eu pensei que aquilo que ele falô era verdade
num era comê os bicho que fazia acabá com eles tudo não
e nem pará de cumê ia resolvê o pobrema.
E que o gosto da farofa de passarinho
Talvez fosse um dos último apego
que a vó do wilha tinha com o povo do passado lá dela
se tivesse mais mata pros bicho, eles até escapava.
Outro dia conversano com um vizinho meu
contei essa história pro seô Roberto
aí ele disse
que isso é coisa de gente atrasada
que hoje em dia carne a gente compra é no açougue
que farofa de passarinho não enche a barriga de ninguém não
aí eu perguntei a ele se ele num tinha dó da vó do wilha não
aí ele me perguntô se a vó do wilha num tinha dó dos bicho não?
aí eu perguntei a ele se não era os gado, as cana e as soja
que a gente vê na televisão
que acabava com os bicho tudo não
Aí ele perguntô se eu num gostava de churrasco e óleo de soja não
Que todo mundo dá opinião mas continua esperdiçano comida
Que se acaba com o restinho de bicho num vai te nem pra lembrança
Só nas foto e filme
Que hoje em dia tem que tê uma mentalidade pra frente
E aquilo ficô na minha cabeça
Eu pensei que aquilo que ele falô era verdade
E eu pensei que um churrasquinho era bem bão
E aquilo tudo fico na minha cabeça
Rodano...rodano
Aí eu me perguntei
como é que se fazia pra sair do meio dessa roda?
déco
Madrugada de 16-06-2009-06-17
Sete Barras
escuta esse nome
wilha...
se conta ninguém acredita que ele é índio
nem ele mesmo
wilha contô que num tem coisa mais gostosa que farofa de passarinho
e que era o que a vó dele, véinha, véinha, mais gostava
e que ela até aguava a boca só de lembrá
mais eu perguntei se ele não tinha dó de acabá com os passarinho não
uns bichinho piquinininho daquele
que panelada que dava?
aí ele perguntô se tinha boi se acabano? ou se tinha frango?
ou porco?... ou até soja?
E disse que gente e bicho num se separava não
Era tudo farinha do mesmo saco
E que acabá com um era acabá com o outro
E que não era todo dia que ela fazia farofa de passarinho não
E que em volta da casa da vó dele
Tinha quase tudo quanto é tipo de fruta e flor pra passarinho
E que ela passava a tarde toda ouvino a cantiguinha deles
E num dexava ninguém judiá deles não
E que uma das coisa mais bunita
Era vê a vó dele lembrá do gosto da farofa de passarinho
que a vó dela fazia, lá longe no passado dela
e que acabá com esse custume dela era a mesma coisa de acaba com ela
e só ela sabia e tinha tanta paciência
pra cuidá daquela plantaiada toda
Aí aquilo fico na minha cabeça
eu pensei que aquilo que ele falô era verdade
num era comê os bicho que fazia acabá com eles tudo não
e nem pará de cumê ia resolvê o pobrema.
E que o gosto da farofa de passarinho
Talvez fosse um dos último apego
que a vó do wilha tinha com o povo do passado lá dela
se tivesse mais mata pros bicho, eles até escapava.
Outro dia conversano com um vizinho meu
contei essa história pro seô Roberto
aí ele disse
que isso é coisa de gente atrasada
que hoje em dia carne a gente compra é no açougue
que farofa de passarinho não enche a barriga de ninguém não
aí eu perguntei a ele se ele num tinha dó da vó do wilha não
aí ele me perguntô se a vó do wilha num tinha dó dos bicho não?
aí eu perguntei a ele se não era os gado, as cana e as soja
que a gente vê na televisão
que acabava com os bicho tudo não
Aí ele perguntô se eu num gostava de churrasco e óleo de soja não
Que todo mundo dá opinião mas continua esperdiçano comida
Que se acaba com o restinho de bicho num vai te nem pra lembrança
Só nas foto e filme
Que hoje em dia tem que tê uma mentalidade pra frente
E aquilo ficô na minha cabeça
Eu pensei que aquilo que ele falô era verdade
E eu pensei que um churrasquinho era bem bão
E aquilo tudo fico na minha cabeça
Rodano...rodano
Aí eu me perguntei
como é que se fazia pra sair do meio dessa roda?
déco
Madrugada de 16-06-2009-06-17
Sete Barras
beijo à noite fria
chegou. Demorou, mas chegou.
O frio veio a semana passada
Dar certo com o frio pode ser um ponto de vista
O frio talha os sentimentos com mais rigor
No frio ele lembra dos amores que o inverno trouxe
No frio como com mais gosto a comida quente
No frio é bom dormir agarrado com ela debaixo das cobertas
No frio a serração parece contos de fadas saídos dos brejos frios
Por aqui não ouço falar de fadas
A serração deixa ver o sol às escondidas
O sol vai abrindo sutilmente a neblina
para acariciar o seu lindo corpo
à noite, beijos rodeados pelo vento frio
Rua deserta
Seu cheiro
Seu corpo quente
A noite fria aumenta os sentidos da pele
Seus lindos seios
Latidos
O vento frio
A sua boca
Noite fria
Janelas
O frio
Beijo
A noite
Seus lábios
Seu corpo
A noite fria...a noite fria...
Aqueço a noite fria com o calor do seu beijo
O calor do seu beijo...
Beijo a noite fria
com vento gelado aquecido pelo seu corpo
Aqueço a noite fria com o calor do seu beijo
déco
Sete Barras
09-06-2009
O frio veio a semana passada
Dar certo com o frio pode ser um ponto de vista
O frio talha os sentimentos com mais rigor
No frio ele lembra dos amores que o inverno trouxe
No frio como com mais gosto a comida quente
No frio é bom dormir agarrado com ela debaixo das cobertas
No frio a serração parece contos de fadas saídos dos brejos frios
Por aqui não ouço falar de fadas
A serração deixa ver o sol às escondidas
O sol vai abrindo sutilmente a neblina
para acariciar o seu lindo corpo
à noite, beijos rodeados pelo vento frio
Rua deserta
Seu cheiro
Seu corpo quente
A noite fria aumenta os sentidos da pele
Seus lindos seios
Latidos
O vento frio
A sua boca
Noite fria
Janelas
O frio
Beijo
A noite
Seus lábios
Seu corpo
A noite fria...a noite fria...
Aqueço a noite fria com o calor do seu beijo
O calor do seu beijo...
Beijo a noite fria
com vento gelado aquecido pelo seu corpo
Aqueço a noite fria com o calor do seu beijo
déco
Sete Barras
09-06-2009
Assinar:
Postagens (Atom)