poesia na Theage


Poesia na Theage 3


SETENTA VEZES SETE

DA DISTANTE LINHA QUE FILTRA A CLARIDADE
QUERIA VIVER E CALAR ESTE MAR!
ESTIMA-SE NÃO OUVIR MAIS VOSSOS GRUNHIDOS
HIDRÁULICOS QUE ARRASTAM-SE NAS SOMBRAS DAS ILUSÕES
ATÉ A PRÓPRIA CARNE SE DESPRENDER
DOS LIMITES DOS ÓVULOS DESUMANIZADOS
E NÃO SERVIR SEUS OLHOS PARA A IRA
AINDA NA CASA QUE OUVISTE O CHORAR DA NOITE
EIS QUE DÓI UMA VOZ DE SINA
O PERMANTE DO VENTRE SÓ APALPA SEU DIA
POIS NÃO PODIA LEVANTAR A MÃO PARA O QUE QUERIA,
SEU PRATO DE FENO FOI POSTO ALI NA SUA CABECEIRA
E SUA MANDÍBULA JAZ, QUEBRADA!
AINDA ASSIM O CANIÇO PERFURAVA-LHE OS LÁBIOS
FRAGMENTOS DE VIDRO RETALHAVAM SUA VISÃO
MESMO ASSIM NÃO SOLTAVA OS FILETES DE OURO
NAS MÃOS
RESTOS DOS CACOS DE VISÃO
DEPARAVA-SE COM A ESPERANÇA ESMORECIDA
AO CAMINHO SE SUA MORADA,
E GASTAS A ÚLTIMA SALIVA SALOBRA
BARCO BOM , FAZ ÁGUA!

RENATO RODRIGUES CAVALHEIRO

PEDRAS

SOB O VÉU DA ESGRIMA
ENVEREDADAS DE BATALHAS
EM NOITES QUE MATAM DEZEMBROS,
AINDA NOITE MORRI,
DALI DA JANELA
DELA, HAVIA VELAS
ATÉ QUANDO O EXATO ATO PERMANECERIA
O FILHO JAZ NA PORTA
E QUEM SE IMPORTA?
O QUE TE CHAMA EM SONHO
QUE TAL NEM SABER
MAS NÃO SOU DE NEVE
PARA QUE LEVEM-ME
NESSE CANTEIRO DE DEDOS DE CULPAS,
ALI ESTAVA UM CHORO DE DOER
E O BARBANTE IA SE CONSUMINDO
DENTRO DA DERRADEIRA VELA PÁLIDA.

RENATO RODRIGUES CAVALHEIRO

MENINO DE BARBA

NÃO FIQUE ME ATIRANDO FARPAS
CONTENHA SUA MALDADE
AS FARPAS CONTÊM VENENO
COMO FLECHAS EMBEBIDAS

ÉS TU Ó MALDITA GUERRA
ÉS TU A MORTE DOS HOMENS
ÉS TU A MÃO QUE TATEIA
A FACE IMENSA DA FOME

EU VI O INIMIGO CAINDO
EU VI A VERDADE TÃO VERDE
EU VI UM VELHO VOLTANDO
QUE FOI E NADA ENCONTROU!

EU VI A PAZ VICIADA
CACHIMBO CHEIO DE MÁGOA
MENINO ME DÊ A BENÇÃO
JÁ VENDEU TODA A COCADA?

QUERO SER OS SEUS CONSELHOS
QUERO SER SUAS CALADAS
QUERO CABELOS BRANCOS
MAIS BELO QUE OS BELOS

VOU COLETAR A TRISTEZA
DESCENDO DOS OLHOS TEUS
VOU SER TRISTE POR MUITOS
E RIR POR QUASE NADA

MENINO SAIA DA RUA
MENINO VOLTA PARA CASA
-LÁ EM CASA FALTA-ME TUDO
LÁ EM CASA
NÃO TENHO CASA!


RENATO RODRIGUES CAVALHEIRO

Progresso empedernido

Aqueceremos os sonhos amados
Em cada carbono ínfimo perdido
Pelo escapamento íntimo invadido
De mais potência, mais, acumulados

Em grande escala; gases insuflados
Mantendo este progresso empedernido
De mais potência, mais, que traduzido
Quer dizer: – Para frentes desolados

Seguiremos até que ajuizados
Tentaremos deter o definido
Malfeito! – Só nos resta acabrunhados

Acreditar que há tempo resumido
De manter equilíbrios acoplados
A um novo grão saber... Que eu duvido!

Osvaldo Matsuda

CONCURSO DE DESENHO PARA CRIAÇÃO DO SÍMBOLO DA A.V.R.L.

CONCURSO DE DESENHO PARA CRIAÇÃO DO SÍMBOLO DA A.V.R.L.
(ACADEMIA VALE-RIBEIRENSE DE LETRAS)


REGULAMENTO

CARACTERIZAÇÃO:

Este concurso pretende valorizar e divulgar os talentos artísticos do Vale do Ribeira, mobilizando-os na criação de um logotipo (símbolo) que represente a Academia Vale - Ribeirense de Letras e os ideais acadêmicos.

FORMA DE PARTICIPAÇÃO:

O concurso de desenho é válido de 07 de março de 2009 a 07 de maio de 2009. A participação é voluntária e gratuita e não serão cobrados taxas, inscrições ou quaisquer outros valores dos candidatos.

Os trabalhos deverão ser digitalizados e enviados via e-mail para literatodovale@gmail.com até a data limite de postagem (07 de maio de 2009).

APURAÇÃO:

O concurso é livre em sua manifestação artística e passará por uma banca examinadora que dentre os trabalhos enviados escolherão apenas um ganhador.
Os critérios de seleção e escolha serão norteados pela capacidade de abstração da idéia, da criatividade, o equilíbrio dos elementos visuais, a expressão artística.
Os trabalhos enviados após a data limite serão desconsiderados por esse concurso.

PREMIAÇÃO:

Será selecionado apenas um desenho e o ganhador receberá como prêmio uma máquina digital e uma cesta de livros de autores do Vale do Ribeira.

CESSÃO DOS DIREITOS:

O preenchimento da ficha de inscrição e da autorização do uso da imagem deverá ser encaminhado no ato da inscrição (e-mail) na qual será devidamente assinada em papel no ato da entrega do prêmio.

INFORMAÇÕES GERAIS:

Ao enviar o e-mail de inscrição o candidato já poderá enviar o seu desenho digitalizado e aguardar o e-mail resposta.
O melhor desenho será divulgado nos jornais de circulação regional.
A data e local de entrega do prêmio ao ganhador ainda não foi definido, mas na ocasião oportuna será amplamente divulgado pelos canais de comunicação vigentes.


CRONOGRAMA DO CONCURSO

* 07 de março a 07 de maio de 2009 - Abertura das inscrições do concurso de desenho e data limite para entrega dos logotipos via e-mail (juntamente com ficha de inscrição e Autorização) para literatodovale@gmail.com.

* 07 de maio de 2009 - Divulgação à imprensa regional a composição da banca examinadora e julgadora do concurso.

* 16 de maio de 2009 - Resultados do concurso de desenho e divulgação à imprensa do trabalho escolhido, bem como o nome do vencedor do concurso de desenho.

* 23 de maio de 2009 – Entrega da premiação (local a ser definido) ao vencedor do concurso. Prêmio: 1 máquina fotográfica digital e uma cesta de livros de autores do Vale do Ribeira.
OUTRAS INFORMAÇÕES REFERENTES AO CONCURSO SERÃO PUBLICADAS EM FORMA DE COMUNICADOS

ficha de inscrição - concurso de desenho

Poço da vida eterna.

O vento açoitava o rosto e minhas orelhas. Já estava a 1600 metros de altura naquela escalada quase vertical, esperando que tudo aquilo fosse verdade. Preparara-se tanto.
Tentava não olhar para baixo, mas era inevitável. A altura é muito maior vista de cima do que quando se está embaixo.

Tudo isso começou há um ano atrás, quando socorri uma vítima de atropelamento. Era um cigano. Uma camionete o havia acertado em cheio e o jogado de encontro a uma árvore.
Eu estava logo atrás com meu jipe, e vi quando o motorista da caminhonete foi embora sem prestar socorro.

O homem estava muito mal. Não ia sobreviver, mas em seus últimos instantes de agonia, se esvaindo em sangue por todos os lados, enfiou a mão dentro colete de couro que estava usando e tirou um pacote enrolado com uma fina tira de couro. Antes que eu esboçasse qualquer reação, ele me fez jurar que seguiria adiante, que seguiria o mapa e encontraria o poço. Quando finalmente concordei, para que ele não se esforçasse mais, ele virou para o lado e morreu.
Levei-o até o próximo vilarejo e contei o ocorrido, ninguém fez mais perguntas. Coloquei o mapa no porta luvas e segui viajem. Acabei esquecendo o assunto.

Algum tempo depois, quando estava limpando o carro e abri o porta luvas, cai no assoalho do jipe o "rolinho de couro". Foi quando me recordei do cigano e aquele dia fatídico. Abri com cuidado e vi que era um mapa.

No plano central havia uma montanha, no alto um poço e envolta do mapa, vários desenhos indicativos que nada faziam sentido. Apenas um deles, eu havia visto no dia que socorri o cigano. Provavelmente ele também, e no descuido, foi atropelado.

Passei os últimos 11 meses pesquisando e treinando escalada, pois quanto mais eu pesquisava, mais ficava convencido que aquele mapa não era delírio de velho louco.
E hoje estou aqui. No alto dessa montanha, com os dedos em carne viva. Após uma pausa para tomar fôlego retomei a subida. Depois de 10 minutos de vários escorregões, cheguei a um pequeno espaço aberto e plano de uns quatro m2 e novamente a continuação da montanha. Na base tinha uma fenda com pouco menos de 50 centímetros de largura e um símbolo na entrada. Era um símbolo de entrada, estava meio desgastado pelo tempo, mas era o símbolo de entrada. Eu já sabia, já tinha decorado todos os símbolos do mapa. Ainda bem que não precisaria subir mais.

Tirei a lanterna e corda da mochila. Tentei olhar pela fenda, mas estava escuro demais. A escuridão parecia engolir a luz da lanterna. Amarrei a corda na mochila e a outra ponta em mim. Joguei a mochila pela fenda e logo em seguida passei. Dentro da caverna era mais espaçoso, andei um pouco pelo túnel aproveitando a claridade da entrada. Parecia mais uma mina abandonada escavada na rocha. Quando resolvi usar a lanterna, ela começou a piscar e dar sinais de bateria fraca, mal eu tinha usado a lanterna. Troquei as pilhas usadas por novas, mas sem resultado algum. Tentei ver pela luz do meu relógio, mas também não funcionava. Tirei um isqueiro do bolso e acendi, pelo menos isso funcionava. Tirei a bússola da mochila e fiquei surpreso porque ela girava sem parar, sem apontar uma direção. Pelo jeito, nada elétrico, eletrônico ou magnético funcionava ali. Consegui tirar um pedaço de escora da caverna, enrolei a ponta com uma meia e embebi com fluido de isqueiro. Pronto já tinha uma tocha improvisada.

Olhei o mapa novamente e esta última frase, até hoje, eu não conseguia entender. "Enxergarás com os ouvidos o que os olhos não podem ver". Não sei se era um erro de tradução, não tinha sentido. Ali só tinha a rocha lisa e algumas escoras, mais nada. Sentei para comer e beber alguma coisa.

Enquanto estava comendo, ouvi um ruído, parei de mastigar e fiquei escutando. Novamente o ruído. Pareciam pequenas patas correndo pela parede. Peguei a tocha e fiquei observando. Nada. Mas o ruído ainda estava lá, arranhando a rocha, será que era isso que aquela ultima frase queria dizer? "Enxergarás com os ouvidos...".

Encostei o ouvido na fria parede rochosa e fui seguindo toda a sua extensão. Logo à frente ouvi o ruído novamente, parecia estar vindo de trás da parede. Mas como? Ela era totalmente lisa, não havia rachaduras e nem emendas. Peguei o meu martelo de escalada e comecei a bater de leve na parede. Havia um ponto oco na rocha e um relevo. Aproximei a tocha para enxergar melhor e tinha o mesmo símbolo da entrada, mas não estava ali antes.

Pus-me a golpear a parede. Apesar do barulho de oco, ela era dura. Depois de vários golpes, abri um pequeno orifício. A partir daí fiquei empolgado, deixei o martelo no chão e comecei a bater com os ombros e com os pés. A alegria de ter encontrado aumentava a minha força e num rompante de energia derrubei a parede, caindo junto com ela, em meio à poeira e pedaços de rocha.

Acendi novamente a tocha e lá estava ele. O poço. Tal qual estava desenhado no mapa. Aproximei-me e olhei dentro. Parecia muito fundo.

Procurei uma pedra para calcular a distancia, mas... Não encontrei nenhuma. Havia tantas quando eu caí. A entrada deve ter mais na entrada. Mas... Onde está entrada? O buraco pelo qual eu passei, se fechou novamente. A parede estava lisa, como eu a havia encontrado. Meu martelo ficara do outro lado. Bati com a lanterna na beira do poço até conseguir tirar uma lasca. Já serviria para o que eu tinha em mente.

Joguei o fragmento e fiquei ouvindo. Havia água. Quase dei um grito de alegria. Agora, a questão era como tirar a água do poço. Com a tocha erguida olhei toda a extensão da caverna. Era bem grande, havia pegadas ali, seriam as minhas? Não sei dizer, estava tão eufórico.
Em uma fenda, cheia de areia e poeira, parecia ter um pedaço de corda. Olhando mais de perto, vi que era a alça de um balde. Um balde rústico e bem antigo, mas serviria para os meus propósitos.

Amarrei minha corda em volta do balde, para reforçar e quando ia jogá-lo no poço, algo passou entre os meus pés, olhei para baixo e vi um rato que tentava me morder. Chutei-o para o lado e ele voltava a me morder. Tentei chutá-lo novamente, não seria um rato que ficaria entre eu e o meu sonho. Desta vez, quando ele tentou me morder novamente, eu pisei nele com força.
Vocês devem estar pensando "mas que nojo", mas ao invés de sair sangue e víceras, saíram molas e engrenagens. Era mecânico, mas parecia tão real.

Estava preste a jogar o balde, quando uma mão segurou meu ombro com força e me puxou. Aquela coisa era feita de pedra e resfolegava como uma locomotiva a vapor, tinha vários furos no corpo, mãos e cabeça, por onde saiam vapores.

Tentei empurrá-lo, mas ele não me soltava. Empurrei com mais força e ele caiu no chão. Voltei para o poço e atirei o balde na água. Puxei com cuidado e quando ia beber, aquela aberração de pedra, veio para cima de mim novamente. Estava decido a não me deixar tomar a água. Parecia uma espécie de guardião. Seus esforços eram para pegar o balde e não contra mim. Após alguns minutos se engalfinhando, acabei vencendo a peleja.

Levantei o balde segurando-o como se fosse uma taça, e tomei toda a água.
Olhei triunfante para o boneco de pedra, que neste momento, estava se levantando. Ficou de pé em minha frente, e sem qualquer aviso, se desfez em poeira.

Meus pés estavam ficando duros. Olhei para minhas mãos e acontecia a mesma coisa, com buracos por onde vazavam vapores. Eu estava me transformando na criatura que acabei de derrotar. Uma criatura de pedra.

Envolta do poço, havia uma inscrição. "Avise, cuidado com a ág...". Não estava terminada.
É minha tarefa agora, avisar qualquer aventureiro que venha aqui. Nem que leve uma eternidade.

Fim
Jack Sawyer ;D

Do Bruto ao Abrupto

Ecoa o poema da lama
O bruto poema lamacento do rio


ECO É COOL ECOANDO
O BRUTO POEMA


Percussiva expressão de lama
Percussiva expressão de lama


Não me movimento para esse espaço
se multiplicar
Não me movimento para esse espaço
se multiplicar


Desses espaços ecológicos, biodiversos, interativos,
Há movimento
Há movimento

Choque Perceptivo




Choque perceptivo faz sentido.
O clima, a ambiencia ñ é anonima.
Possui emissor e receptor explícitos.
Móbilis significantes compoem
o modular poema previamente determinado.
Pelo olhar da escolha.

ideal acadêmico

IDEAL ACADÊMICO


Congregar em uma Academia de Letras Regional os escritores do Vale do Ribeira, resgatando escritores e personalidades literárias do passado, bem como valorizar e apoiar a nova vanguarda literária de nossa região.

Estimular a leitura, a apreciação estética literária e desenvolver projetos que visem à criação e a produção de material literário por crianças, jovens, adultos e idosos, sendo a Academia, uma fomentadora de ações que desenvolvam a cultura e a ampliação do repertório de informações do habitante do Vale.

Estabelecer parcerias público-privadas, principalmente com entidades educacionais para o enriquecimento do currículo bem como incentivar práticas na formação de leitores e escritores.
Criar vários eventos culturais reunindo público diversificado para uma interação com o universo literário tais quais: feiras, concursos literários, fóruns, estudos, produções coletivas e individuais espalhando desta forma cultura e uma maior aproximação do público leitor com os escritores regionais.

Criar espaços para resgate e preservação da memória do Vale do Ribeira com a criação do Museu de Imagem e Som Regional e da Biblioteca Acadêmica Regional que servirão de espaços para difusão e incremento cultural, preservando a história iconográfica, áudio e visual e documental da região.
Poeminha de uma cena triste (poema do João)


Qual o nome daquele João?
Daquele João tonto
Daquele João torto
Daquele João morto
Aquele João não tinha coração?
Aquele João jogado no chão.

Qual o nome daquele João?
Daquele João sem rosto
sem pouso
sem porto
Aquele João com a cara enterrada no chão.

Qual o nome daquele João?
Qual seu chão?
Qual sua história?
Qual sua memória?
Qual sua vida?
A pinga, a luta, a volta pra casa
e a cara enterrada no chão.

Quem te viu, João?
Quem te olhou?
Quem se importou?
Mas por que se importar, por que se amolar com um João
com a vida enterrada no chão?


Paloma dos Santos

04/10/05 00:43
No ônibus, voltando da faculdade.
Jarro pra Déco

Jarro de barro
Caiu no chão
quebrou
Pedaços de coração

A mão no barro
Moldando cacos
Consolação
Jarro de compaixão

Paloma
29/11/08

SOBRA VIVÊNCIA






JANELA EMBAÇADA

A dose do amor
é proporcional a
dose do veneno do ciúmes.
Arca o assoalho com grande vaso de flor
e paira no ar o leve perfume.



Ela transitando no pensamento.
Na sala vazia e semi - iluminada
leio do profeta Jeremias, seu lamento.
Vestido, jogado no chão, cheio de nada.



Um chá de ervas, cidreira eu acho.
Tomo copiosamente no meio
da espiral de fumaça.
Parado, valorizado silencio, parado,
nem passo.
Só minha respiração no seu movimento
a janela embaça.

DISPOSIÇÃO DO HOMEM PARA ...

Degenerescencia ambiental
Degeneração ambiental
Decaimento ambiental
Definhamento ambiental
Disposição do homem para
Dégénérescence do meio ambiente
natural
Alteração das suas características
Extinção
Sinal de dominação , exploração
Relação de poder
Uma resposta do setor público?
Responsabilidade ambiental
Do prazer da vida privada
Do prazer da vida comunitária


Tomar posse da fotografia
Para campanha publicitária

Qualidade de formas , sombras , luzes
Semi - tons no ambiente da foto
Da abrupta lente da camera

DISPOSIÇÃO DO HOMEM PARA ...

degenerescencia ambiental

degeneração ambiental

decaimento ambiental

definhamento ambiental

Disposição do homem para

dégénérescence do meio ambiente natural

Alteração dos seus caracteres

Extinção

Sinal de dominação, exploração

Relação de poder

Uma resposta do setor público?

Responsabilidade ambiental

Do prazer da vida comunitária





Tomar posse da fotografia

Para campanha publicitária





Qualidade de formas sombras luzes

Semi - tons no ambiente da foto

Da abrupta lente da camera

FP ou PF para Ver ou Tocar












(FOTOS de PABLO ANDRES)

OBRA – FP ou PF para Ver ou Tocar
Osvaldo Matsuda
A Obra FP ou PF para Ver ou Tocar propõe que um livro destinado para leitura possa pretender ser apreciado através do ver ou tocar. Para conseguir o intento que tal uma Instalação de alguns exemplares do livro: FP ou PF (de minha autoria), semeados livremente no chão que poderão ser observados e manuseados pelos visitantes durante a mostra, somente no espaço delimitado da Obra de 9,0 m2 - nove metros quadrados de área, por 2,50 m - dois metros e cinquenta centímetros de altura (padrão). O espaço (de perímetro idealmente quadrado) de área 9,0 m2 = 3m x 3m, ou melhor, uma área quadrada de lado 3 metros, delimitação feita através de fita autocolante vermelha no chão. Acho que a altura para esta instalação só terá sentido quando algum visitante preferir apreciar quaisquer dos exemplares de pé no espaço determinado, exemplar que não será possível ser folheado, pois as páginas estarão hermeticamente coladas umas nas outras e a capa também formando um objeto compacto como uma tábua! Serão estes livros compactados e impossíveis de serem folheados que estarão semeados irregularmente neste espaço de perímetro quadrado com área de nove metros quadrados, em número de nove exemplares que poderão ser manuseados e observados, mas não lidos!
SP, agosto de 2006.

Bromélia

Raiz - caule nutri da seiva.
Seiva, água, vida.
Planta sutileza, beleza escondida.
Árvore sábia protege e deixa - te nutrir
da simplicidade de ser árvore.
Por sua vez beleza tem e pode compartilhar
com a simplicidade.
O significado da vida está contido em uma imagem.
Apenas a vida está.

APREENDER

'' A informação perceptiva é transformada em imagem feliz que destrói o déficit ambiental; frequentemente ficticia em confronto com a realidade, o que importa é que o fotógrafo optou por exibir, como imagem da sua realidade habitacional esse padrão de satisfação talvez como expressão de uma represália social; como informação processada a partir da realidade que o envolve. Os fotógrafos se autodeterminam a pose, desconstroem o déficit ambiental na sua desordem para processar um outro ambiente ordenado pela pose e sua cenografia (Ferrara,Lucrécia D´Alessio;1999 ).



Apreende - se com o objeto do olhar.
Com o olhar apreende - se a ficção.
Ficção ambiental vista, lida.
Produção fotográfica.
Ficção revela a informação.
Informação elaborada a partir dos impactos ambientais cotidianos.
Informação desconexa em relação com a realidade.
Da objetividade fotográfica em invenção poética.
Simulação é informação perceptiva do que se lê.
É a seleção da informação perceptiva da foto.

Quando estamos sós

Quando estamos sós

Estamos em contato

Com nós mesmos

Temos que estar limpos

Despidos da falsidade

Quando estamos sós

Temos que estar plenos,

serenos.

Plenos nos sentidos

Ouvindo

Ruídos

De

Nós


Quando estamos sós

Não gostamos de nós

Enxergamos o pior

Do nosso melhor.

Em contato pleno

Temos que estar

Limpos

Despidos

Plenos

Extremos.


18 de novembro de 2004
Horário: 23h57min.

JACK SAWYER

JACK SAWYER



Sou paulista da capital, nasci em São Paulo em 1971, vim para Miracatu em 1980, por causa do trabalho do meu pai.

Estudei na escola de Pedro Barros, no Armando Gonçalves em Miracatu e me formei em Matemática pela faculdade de Registro.

Sempre gostei de ler, e tudo isso começou quando eu morava em São Paulo. Uma vizinha me deu um livro de crônicas chamado “Para gostar de ler”, daí em diante não parei mais.

Sou muito fã de ficção, suspense, terror (principalmente vampiros e lobisomens), fantasia épica e medieval.

Meus autores preferidos são Robin Cook, Stephen King, Clive Cussler, Julio Verne e recentemente André Vianco e J.Modesto (ambos brasileiros). Comecei a escrever em fevereiro de 2008, quando entrei em um grupo de fãs do escritor Stephen King. Nesse contato mais próximo com as pessoas que gostavam do mesmo estilo que eu, fui incentivado a escrever, pois sempre tive vontade mas nunca consegui passar para o papel.

Nesse grupo sempre escrevem contos de várias mãos, por exemplo, um começa e outro participante vai dando continuidade até alguém colocar um final. Foi num desses contos que percebi que conseguia e daí em diante não parei mais. Criei um blog para postar os contos.


Atualmente sou bancário e nas horas vagas, escrevo.

CAMILO ALMEIDA

Minha Biografia




Nome: Camilo Aparecido de Almeida

Data nasc: 12/10/1966

Natural: Sete Barras - SP

Residência atual: Registro-SP

Pai: Diogo de Almeida

Mãe : Maria Paula de Almeida





Camilo Aparecido de Almeida nasceu na cidade de Sete Barras - SP.

Filho de agricultores do senhor Diogo de Almeida e Maria Paula de Almeida (Dona Cotinha), cursou apenas até a 8ª serie na Escola Votupoca, onde viveu por alguns anos trabalhando com a bananicultura. Após as enchentes da década de 90, fez o curso de segurança e foi trabalhar na região de Jundiaí-SP.

Em 2005 retornou ao Vale do Ribeira.
Os anos de 2007 e 2008 foram marcados por um grave problema de saúde, obrigando-o a passar por diversas cirurgias na coluna para colocação de pinos e platina, ficando 40 dias entre a vida e a morte. Ainda no hospital pensou no seu amor pelo Vale do Ribeira e disse a si mesmo que se conseguisse sair daquela situação faria algo pelo Vale do Ribeira, foi então que resolveu criar o Blog "Curiosidades do Vale do Ribeira e suas Cidades " onde o leitor pode encontrar tudo sobre o Vale do Ribeira.

CÉU ABERTO

Morou na minha cidade, ele o dono das alturas
Voava feito gavião, no céu fazia travessuras
Téco-téco seu lindo brinquedo, que deixava o povo tão confuso
Lá nas nuvens que ele surfava, e descia feito um parafuso


Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
No Vale você fez um ninho, com coragem e muito amor
Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
Voa homem destemido, lá nos ares você foi doutor


Toda festa aqui da cidade, quando vinha gente importante
Em desfiles de sete setembro, gavião dava muitos rasantes
Téco-téco também levava, gente enferma lá pra capital
Se o recurso aqui faltava, e o doente estava mal


Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
No Vale você fez um ninho, com coragem e muito amor
Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
Voa homem destemido, lá nos ares você foi doutor


Hoje o povo aqui muito se orgulha, de quem lá fora muito brilhou
Bertelli foi voar mais alto, só saudades que aqui ficou
Hoje o nome dele é estádio, foi nos ares que ele jogou
Seu nome também é de escola, pois pilotos muito ensinou


Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
No Vale você fez um ninho, com coragem e muito amor
Voa voa passarinho, voa perto do Senhor
Voa homem destemido, lá nos ares você foi doutor



Sesary Roberto de Oliveira

O ANDARILHO

ELE É UM POBRE ANDARILHO
QUE CAMINHA SEM OLHAR PRA TRÁS
VAI SEGUINDO SUA CAMINHADA
SEM SABER PRA ONDE ELE VAI


SEU TAPETE É O CHÃO DO ASFALTO
SEU PERFUME É O SEU SUOR
E O SOL ARDENTE SUA SAUNA
MAS A CHUVA GOTAS DE AMOR


ANDARILHO MEU CARO AMIGO
O QUE FOI QUE TE DEIXOU ASSIM
FORAM MÁGOAS, TRAIÇÕES, OFENSAS?
PELO MENOS OLHE PARA MIM


VOCÊ ACEITE LOGO O MEU ABRAÇO
E ESSA MODA QUE EU TE COMPUS
VOCÊ É SUJO MAS TEM ALMA LIMPA
POIS É FILHO DO MEU BOM JESUS


ELE É HUMILDE CAMINHANTE
QUE SÓ SEGUE EM BUSCA DE PAZ
NA MOCHILA NÃO TEM DOCUMENTOS
MAS SE LEMBRA DOS SEUS ANCESTRAIS


A ESTRADA É A SUA COMPANHEIRA
E O NADA É O SEU ALÉM
SEU PASSADO FICOU ENTERRADO
NA POEIRA QUE NA ESTRADA TEM


ANDARILHO SIGA O SEU CAMINHO
SIGA EM FRENTE SEM TEMER NINGUÉM
MESMO SÓ NA ESTRADA DESSA VIDA
VOCÊ É GUIADO POR ALGUÉM


ESSE ALGUÉM JÁ FOI UM ANDARILHO
QUE NASCEU TÃO POBRE EM BELÉM
MAS MORREU PELA HUMANIDADE
SÓ AMOU E SÓ NOS FEZ O BEM


Sesary Roberto de Oliveira

DOUTOR DO CHÁ

Meu amigo me escute agora
Minha história que vou te contar
É a história da minha infância
Que às vezes nem quero lembrar


Eu vivi com meus pais, meus irmãos
Lá no sítio de um japonês
Nós só "vinha" pra essa cidade
Quatro vezes ou meados de mês


A família colhia o chá preto
No inverno, na chuva e verão
Eu também ajudava na lida
E assim nós "ganhava" o pão


Sábado japonês nos levava
Na carona de um caminhão
No Tezuka o pai nos comprava
O arroz, o açúcar, o feijão


O salário enchia três caixas
Pra manter a nossa pobre família
Não sobrava pra compra de roupas
Lá no sítio a igreja nos dava


E assim nós crescemos unidos
Trabalhando para o japonês
Eu sonhava com muita esperança
"Um dia chegará nossa vez!"


E saí lá de casa mocinho
Fui tentar lá fora estudar
Eu sofri, mas com muita paciência
Trabalhei consegui me formar


E agora já sou um doutor
Tenho casa, fazenda e carinho
Os meus pais até moram comigo
Vou cuidar dos queridos velhinhos


Meus irmãos eu mandei estudar
E agora já falam em inglês
Pois deixaram a lida do chá
Lá no sítio do bom japonês


Meu passado é de muita saudade
Que jamais poderei me esquecer
Nossa vida foi muito sofrida
Deu-me força e fé pra vencer

Sesary Roberto de Oliveira

A PARTIDA DO PORTUGUÊS

A S VIOLAS SE CALARAM

VIOLEIROS DEBANDARAM

NA PARTIDA DO FIRMINO

QUE ESSA TERRA TANTO AMOU

NOSSA "RODA DE VIOLEIROS"

VAI SENTIR MUITA SAUDADE

E O PALCO SEM FIRMINO

PERDE LUMINOSIDADE

FORAM ANOS DEDICADOS

COM CARINHO DE DEVOÇÃO

À VIOLA E VIOLEIROS

CANTADORES DO SERTÃO

SUA ESPOSA ORGULHOSA

NA PLATÉIA APLAUDIA

AS FAÇANHAS DO MARIDO

QUE A "RODA" CONDUZIA

E AGORA? SEM FIRMINO

COMO FICA O VIOLEIRO

É UM BARCO À DERIVA

NÃO TEM MAIS SEU TIMONEIRO

SOU VIOLEIRO SOU DEVOTO

CANTO A PAZ E CANTO O AMOR

E FIRMINO NAS ALTURAS

CANTA COM O SALVADOR


Sesary Roberto de Oliveira

Poemas sedimentares B7;A5;B8




Poemas Sedimentares A1;B1;A2;B2;A3;B3;B4;B5;B6;A4









Cadê

Por aqui

Era mais de meio ano
O forró era animado
O convite "tava" armado
Só faltava o seresteiro
Me vesti neste roteiro
E me pús a ensaiar.

Era passo
Muito passo
Passo aqui
Passo acolá
Sola boa
E pé descalço
Quero ver
Quem vai dançar.

Deite e role
Olhe e veja
No encoxa
É que se beija
Vem pra cá
E não me deixa
Tome um gole
De cerveja

Vem pra cá e não

se queixa
e me beija,
e me beija...

Corpo mole
Mente entregue
Puxe o fole
E não me negue

Esse corpo de boneca
A bailar com perfeição
Com seu cheiro
Por inteiro
Fica minha decisão:

- Quero agora
Os seus beijos
Que me alegra
O coração.

20 de novembro de 2004
Horário: 12h35min.

Hoje me casei com a solidão

Aquela flor
Quase dormindo
Debruçou-se na janela
Para ver o meu amor


No jardim da minha dor
Entreguei meu coração
Eu não vi o meu amor
Me casei com a solidão.



20 de novembro de 2004
Horário: 00h12min.

Sonhos e utopias

Nesse mundinho moderno e rebelde
Se faz a possibilidade
do puro conceito aprimorado
dos grandes sonhos e utopias


Na movimentação reprimida pela tirania
É necessário retirada completa.
Aqui nós temos coisas cruéis cotidianamente
e as maiores participações do ser humano
limitam-se cubrir o inimigo pela aparência.
Mas as percepções atentas ao insuportável
não me deixam acostumado com a ordem servil.


Temos que apoiar livremente o simples
e treinar liberdades sucessivas
como se fossem cenas elaboradas
para transformar.


A canção não existe só.
Primeiro organiza-se tudo para que possa acontecer.
Assim você vê as pessoas
preservando o respeito que pertence a condição humana


A vida é o contrário do que se diz.
Existe para o curioso ver.
Assim escutamos e paramos para pensar
nas coisas que existem contra o grande mundo.


Mesmo assim gostaria de dizer
menos coisas especificas – assim pensamos nós!
Pretendo liberdades extraordinárias.
Expondo aquilo livremente simples.


Temos coisas cruéis no cotidiano
com grandes sonhos e utopias.
A canção não existe só.
Assim você vê as pessoas
fazendo da possibilidade
grandes planos e fantasias.



30 de outubro de 2004
Horário: 01h19min.

VALE DO RIBEIRA

Pedra de Fenraht

Madrugada nublada. Havia lua, mas devido ao clima, estava encoberta por nuvens finas.
Dois homens e uma mulher perseguem um outro homem pelas ruas da cidade. Iluminada pelas lâmpadas amarelas dos postes, vê-se apenas os vultos aqui e ali. Finalmente, o homem já cansado, entra em uma ruela com a intenção de despistar seus perseguidores e é frustrado com uma enorme parede fechando sua escapada. Era um beco sem saída.
Encurralado e no escuro, ele vê seus algozes chegarem na entrada do beco, onde havia claridade. Eles se aproximam da vítima. A mulher ao centro e os dois homens pelas laterais. O homem perseguido foi recuando até se ver sem saída. Encosta-se à parede e aguarda. Observa a mulher que se aproxima, aproveitando que a lua revolve aparecer e a ilumina. Tinha um corpo esguio e usava uma máscara. Mantinha os cabelos compridos amarrados em um rabo de cavalo. Parecia ser a líder do grupo. Os outros dois eram fortes com aparência truculenta.Aproximaram-se do homem, acuando-o cada vez mais, até que, quando estava bem próxima dele, ela o atacou.
000
Eu estava voltando da balada, de madrugada, e ao passar pelo beco, vi o movimento.
A principio, achei que era um assalto, como tantos outros que haviam acontecido ali. Mas fiquei curioso. Escondi-me atrás de uns sacos de lixo, acumulados na entrada do beco, e fiquei observando.
Eram três, e o do centro, parecia, pelas formas, ser uma mulher. Eles haviam acuado um homem no beco. Parecia mais uma intimidação, pois ninguém portava arma. Assumiam uma postura de ataque, com os corpos levemente curvados, as pernas afastadas e os braços afastados do corpo, tal qual um urso preste a atacar. Não usavam luvas, e nas mãos pareciam... não, não pode ser, mas pareciam... garras.
De repente, a líder saca uma espada curta, de aproximadamente uns 30 cm, e enfia na barriga do sujeito, na altura do umbigo, e vai subindo, numa forma de ritual de morte, até a altura do peito.
000
Estava tão concentrado na cena que me assustei quando um rato passou por cima da minha mão.
No apavoramento derrubei um saco de lixo e praguejei baixinho o meu descuido. Instantaneamente os três olharam na direção da entrada do beco. Fiquei bem quieto, achando que eles voltariam a se concentrar na vítima, quando a líder disse quase rosnando.
- O que estão esperando? Vão ver o que foi isso.
Os dois brutamontes vieram na minha direção, com extrema agilidade. Saí correndo tentando tomar uma dianteira deles, mas eles eram rápidos. Comecei a entrar em vários terrenos, pulando cercas e grades para ver se atrasava um pouco o avanço deles, mas creio que os subestimei, pois apesar de grandes, eles faziam os mesmos movimentos e melhores.
Consegui subir em cima da laje de uma casa e fui passando de casa em casa, até que cheguei em um espaço vazio.
“Mas que droga, tinha que ter uma piscina aqui?”.
Quando olhei para traz, o sol já estava quase nascendo e os dois quase me alcançando. Sem pensar, atirei-me na piscina.
Se tivesse olhado, teria visto que um deles, ao perceber a claridade do alvorecer, pulou no vão entre duas casas e se escondeu embaixo dela. O segundo estava no meio da laje, quando percebeu o que estava acontecendo. Já era tarde de mais, a luz do astro rei o atingiu em cheio. Sem ter onde se esconder, virou cinzas no mesmo instante, vaporizando-se. Suas cinzas se espalharam pela piscina, levada pela brisa da manhã.
ooo
Algum vizinho curioso ouviu o grito desesperado na madrugada e chamou a policia, através do disk-denúncia.
Os investigadores começaram a analisar a cena do crime, coletando evidencias e entrevistando testemunhas, até conseguirem um retrato falado de uma pessoa, que saiu correndo do beco.
ooo
Saí da piscina, com as roupas pesadas e pulei o muro do terreno, caindo do outro lado, todo desajeitado e ofegante. Quando me virei para conferir meus perseguidores, reparei que tinha sumido.
Resolvi sair o mais rápido possível daquele terreno, antes que alguém começasse a achar ruim. Não tinha outra forma de sair do terreno sem passar em frente das enormes janelas. Tinha um menino assistindo desenho na sala, nem ia perceber eu passando. De repente, ele me olha e fica me encarando. Sem mais nem menos, ele dá um grito, chamando a mãe.
- Manheeeeeeee. O homem da televisão ta aqui na janela da sala.
Sem entender o que o menino quis dizer, fiquei olhando a tv. A policia estava veiculando um retrato falado do assassino do beco, com um numero de telefone logo abaixo. Era o meu retrato.
Eles estavam pensando que eu era o culpado pela execução no beco.
Percebi que não era seguro ficar à vista. Saí daquele terreno e fiquei andando pelos cantos, desviando de ruas muito movimentadas.
Já era tarde quando vi uma viatura se aproximando e entrei em uma livraria para me esconder.
O policial passou com a viatura, olhando para a livraria. Deu um cutucão no parceiro, mostrando o retrato falado e, em seguida, deu meia volta, parando em frente ao estabelecimento.
Do outro lado da rua, olhos amarelos acompanhavam tudo.
ooo
Um dos policiais entra na livraria, enquanto o outro fica no carro, passando a situação pelo radio.
A livraria não é muito grande, o policial logo me vê e vem na minha direção. Tentei escapar, mas vi, pela vidraça, o brutamontes do beco atravessando a rua e vindo na direção da livraria. Em vista das possibilidades de sucesso, achei mais vantagem ir com o policial. Quando vi o policial se aproximando, me ajoelhei e coloquei as mãos na nuca, demonstrando com esse gesto, que não iria resistir.
Os clientes haviam se afastado, pois o policial se aproximava com arma em punho, dando voz de prisão.
ooo
O policial do carro estava falando no rádio e atento a ação na livraria. Quando desligou o rádio percebeu um movimento à sua esquerda, do lado de fora. Um homem grande e forte com aproximadamente 1,80 cm se aproximava da viatura, as mãos para fora dos bolsos, não aparentava representar perigo. Calmamente, com a mão direita, o policial destravou a capa do coldre.
O individuo chegou bem perto da viatura e se abaixou, para ficar na mesma altura que o policial dentro do carro.
- Pois não cidadão? Em que posso ajudá-lo?
- No momento, preciso de uma “forcinha”. – e sem nenhum aviso, colocou a mão no ombro do policial, segurando firmemente.
O policial tentou se libertar, mas a mão do sujeito o prendeu como garra, entrando em sua carne através do uniforme, e do colete à prova de balas.
Aos poucos o policial começou a parar de se debater. Seus cabelos começaram a ficar brancos e sua pele enrugada. Estava envelhecendo enquanto sua força vital estava sendo drenada, ao tempo que o sujeito ia assumindo as feições do policial, seus olhos assumindo um amarelo mais intenso. Ao final, a cabeça do policial, já morto, pende para frente, pressionando a buzina por um tempo, até se transformar em pó, sobre o banco da viatura. Enquanto isso o metamorfo se dirige para a livraria.
ooo
Dentro da livraria, o policial ouve a buzina sendo acionada, e fica indeciso entre render o prisioneiro ou ajudar o parceiro. O som pára de repente e ele volta sua atenção para o prisioneiro, quando seu parceiro entra na livraria.
- O que foi aquilo Nestor?
- Nada.
Sem aviso, o metamorfo segura o policial pelo pescoço com apenas uma das mãos e o ergue do chão. Com o movimento do braço e fazendo pressão com o polegar, o metamorfo quebra o pescoço do policial e o solta no chão. O homem cai como um boneco, todo torto, em posições antinaturais.
Quando ele veio na minha direção, fiquei apavorado. Se ele fez isso com um policial treinado, imagine comigo.
Conforme ele se aproximava, meu peito começava a queimar. Abri a camisa e puxei para fora o colar que meu avô tinha me dado. Era uma corrente fina com uma pequena pedra vermelha pendurada. Ela pulsava como se tivesse vida própria.
Ao avistar a pedra na minha mão, o metamorfo cessou o avanço. Parecia temer a pedra, ou admirá-la.
Conforme eu apontava a pedra para ele, a intensidade do brilho aumentava, e ele recuava ainda mais.
Comecei a ter uma ponta de esperança, coloquei a pedra na sua frente, e tomando coragem, comecei a avançar em sua direção.
Enquanto eu ia chegando mais perto, o rosto dele ia mudando de forma, acredito que eram todas as identidades que ele assumiu.
A criatura foi se afastando até ficar encurralada. Segurei bem firme a pedra e coloquei bem perto da criatura. A pedra vibrava na minha mão e estava muito quente. De repente, o metamorfo, começou a ficar disforme, tomando a forma de pequeno ciclone e vindo na direção da gema, em uma espiral nebulosa, sugada por um feixe de luz vermelha emitida pela pedra. Finalmente o raio de luz se recolhe, tragando o metamorfo para dentro dela, para dentro da pedra, que volta a ficar fria e sem vida.
Resolvi sair dali rápido. Os dois policiais, provavelmente já pediram reforço, e não seria inteligente permanecer no local, com dois policiais mortos.
Meu plano foi por água abaixo, quando vi parada na porta a mulher que executou o cara do beco. Ainda estava vestida toda de preto e tinha na sua mão direita a espada.
Olhava-me com raiva. As unhas de sua mão esquerda se alongaram, parecendo garras. Estava curvada para frente com as pernas levemente abertas, em posição de ataque. Pequenas presas, alvas e pontiagudas, brotaram de sua boca.
A intenção era clara, me matar. Eliminar o único elo da corrente de eventos que a ligava ao assassinato.
Tentei usar a mesma tática que havia usado contra o metamorfo. Apontei a pedra para ela, mas nada aconteceu, havia algo errado. Percebi um leve sorriso em seu rosto. A pedra estava sem vida, não tinha mais aquele brilho rubro e intenso. Meu avô disse que a pedra de “Fenraht” era um forte amuleto, mas eu nunca imaginei contra o que ela deveria me proteger.
- Essa pedra não tem o mesmo efeito sobre mim, garoto.
Com um sorriso amarelo, perdendo a confiança, comecei a me afastar, ainda com a pedra na mão, com a esperança de que de repente, ela voltasse a funcionar.
Sem aviso algum, e com a agilidade de um gato, ela saltou sobre mim, com a espada em punho.
Eu caí sentado, com os dois braços cruzados sobre o rosto, tentando instintivamente me proteger do derradeiro golpe, desejando apenas que nada daquilo estivesse acontecendo.
Automaticamente, a pedra começou a brilhar. Um brilho diference, verde que aumentou de intensidade, envolvendo nós dois. Tudo parecia em câmera lenta.
ooo
Eu estava voltando da balada, de madrugada, e ao passar pelo beco, vi o movimento. Imaginei que fosse mais um assalto. Peguei meu celular e liguei para a policia e dei meia volta, escolhendo outro caminho. Estranhamente, a jóia que eu carregava pendurada no pescoço, sem que eu percebesse, foi aos poucos perdendo o brilho.

Fim

Obs. 3º lugar no concurso de contos do Overlook Hotel.

Unidade

- Protejam a rainha – gritou um dos guardas.
- Primeira infantaria, ao centro. Segunda
infantaria se divida e ataque pelos flancos ao meu sinal.
– cada destacamento contendo dois mil elementos, se posicionara, munidos de lanças e escudos.
O general continuava a gritar as ordens.
- Esquadrão alado, voe por traz das linhas inimigas e tentem conter o avanço.
Imediatamente, mil elementos montados em magníficas criaturas aladas, alçam vôo, com alforjes contendo pedras, algumas afiadas ou pontiagudas.
No ar, o esquadrão alado se divide em dois, com fileiras de 10x50 cada, uma pela frente e outra por traz. Quando se cruzam no ar, provocam uma verdadeira chuva de pedras, que quando não matam, pelo menos tonteiam o inimigo.
A comando do general a primeira infantaria avança, estocando com lanças os que ainda insistem no ataque. Enquanto isso, a segunda infantaria vai terminando o serviço do esquadrão alado.
Ao chamado do general, os soldados voltam para reagrupar a formação.
Um grupo de manutenção é convocado para os reparos no castelo e cobrir os buracos na muralha.
A guarda pessoal da rainha, a desloca para um lugar seguro no castelo, onde só pode ser atingida se a fortaleza inteira for destruída. Ao final da breve batalha, os curandeiros, auxiliares e voluntários, recolhem os feridos e os mortos.

É meu amigo. É sempre assim, quando um formigueiro é atacado.

UMA NOITE PARA FICAR NA HISTÓRIA

O poeta Julio Cesar Costa e o Banner com a capa de seu livro


Miracatu com certeza terá em sua memória auditiva e visual o sabor de ter tido um evento inesquecível em sua história. Em apenas uma noite pode-se reunir talentos que dignificam o Vale do Ribeira com contribuições para a cultura de nossa gente.


Neste sábado passado, dia 07 de fevereiro (2009), mais de 150 pessoas lotaram a Sala das Sessões da Câmara Municipal de Miracatu para prestigiarem o lançamento e a noite de autógrafos do livro Sortilégios e Tesouros: Poemas, causos e lendas do Vale do Ribeira do poeta miracatuense Julio Cesar Costa, provando que a literatura está em alta e que o Vale tem talento e maturidade cultural.

O evento contou com pessoas ilustres de Miracatu e de diversas cidades do Vale do Ribeira, dentre elas: o poeta, jornalista, escritor e amigo iguapense Roberto Fortes em companhia de sua esposa, o Comendador, escritor, pesquisador e pintor Paulo de Castro Laragnoit, o escritor, poeta e artista plástico Osvaldo Matsuda, a prefeita de Miracatu Déa de Fátima Moreira Leite da Silva, os vereadores de Miracatu, Ezigomar Pessoa, Romilson Souza Lima, a Coordenadora Municipal de Cultura Cleide da Costa Ribeiro, o escritor e Coordenador de Cultura de Registro Ayrton Cabral e a chefe de gabinete do município de Registro Noely do Carmo Florido Xavier, as escritoras Paloma dos Santos e Janaína Barbosa, os poetas Nestor Rocha, Renato Cavalheiro e Genésio Martins de Castro Junior, o poeta e cantador Antônio Lara Mendes o escritor editor chefe e poeta Marcos Mendes, o compositor e músico Malungo, dentre diversas pessoas que brilharam junto com o autor nessa noite emocionante.

poetas Renato Cavalheiro e Osvaldo Matsuda

Dona Inês (mãe do poeta Julio Cesar) e o escritor Paulo de Castro Laragnoit

Antonio Lara Mendes fala sobre o autor de Sortilégios e Tesouros


Em seu discurso a prefeita Déa destacou a importância da cultura e o comprometimento que deve haver na implantação de políticas que valorizem iniciativas culturais para desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da população e afirmou que “é chegada a hora de todos se comprometerem de fato com as coisas de nossa terra”. A prefeita aproveitou para apoiar a fundação da Academia Vale - Ribeirense de Letras, que segundo ela é um passo importante na valorização das produções literárias do Vale do Ribeira.

Prefeita Déa, filha do poeta Domingos Bauer Leite

Com a apresentação de músicas e da presença garantida do Grupo Batucajé a noite estava em festa e a chuva que caiu na tarde deste sábado não atrapalhou a noite gostosa que se fez para reverenciar a obra do poeta. Declamações, interpretações poéticas e a participação de amigos tornaram o clima descontraído e interativo. Osvaldo Matsuda juntamente com o poeta Julio encantaram a todos com a interpretação de Nego d’água - de autoria de Julio Costa.



Na ocasião do lançamento foi lido o Manifesto Acadêmico de fundação da Academia Vale - Ribeirense de Letras pelo escritor e jornalista Jehoval Junior instituindo a academia literária. Após a leitura do manifesto todos os escritores do Vale do Ribeira que estavam presentes reuniram-se para uma foto histórica perpetuando o ideal de união literária que paira no Vale.


Ao final do evento propriamente dito, houve um coquetel preparado para os convidados, onde amigos reencontraram-se, pessoas se conheceram e contatos foram estabelecidos em prol do desenvolvimento artístico-cultural da região mais rica do estado de São Paulo.


O livro é uma parceria muito bem sucedida entre a Editora Inteligência e os patrocinadores do livro (Deputado Federal Vicentinho, a Subsede CUT do Vale do Ribeira, a FAF – Federação da Agricultura Familiar e do SINTRAVALE, além do autor).
Segundo o editor-chefe da editora, Marcos Mendes, os poetas estão espalhados por aí e todos são escritores em potencial o que falta é um pouco de ousadia para conseguir ocupar os espaços. Mendes mostrou-se entusiasmado com o momento literário em que o Vale está passando abrindo as portas da Editora Inteligência à disposição de autores que queiram publicar suas obras.


Abaixo segue o Manifesto Acadêmico lido na noite de 07 de fevereiro de 2009 redigido por Jehoval Junior.

texto do jornalista Jehoval Junior - MTB: 52.172/SP

MANIFESTO ACADÊMICO

No Vale do Ribeira:

O Vale das letras.

No eco das montanhas verdejantes

e de bananais viçosos

habita um Literato.

No Vale caiçara, bandeirante,

ecológico e responsável

habita um Literato.

Graças à união que irá surgir através da Academia Vale - Ribeirense de Letras, será escrita uma história onde escritores, jornalistas e pensadores unirão forças por um bem comum: A Literatura.

A responsabilidade pelas palavras reside em cada um de nós.
O compromisso com o futuro nos movimenta e nos impulsiona a extrapolar fronteiras geográficas para que juntos lutemos por tempos melhores.

A humildade em aprender e ensinar nos conduzirá e nos fará irmãos por uma única causa: A união literária. Sem a humildade e o caráter de união não se formam alianças.

Somente pela cultura nos diferenciamos de outros seres. Somente pela nossa cultura original poderemos estar inseridos num contexto maior, mas muito mais conscientes de nós mesmos.

Nunca poderemos nos esquecer daqueles que em outros tempos deixaram impressos na história sua contribuição literária de grande valor. Esse mosaico precioso de passado e contemporaneidade formam a identidade que habita a alma de cada Vale - Ribeirense.

Despertar a cultura, preservar a memória, interagir no presente contribuindo para um futuro promissor são os lemas que devem nortear nossas vidas.


Na parte somos o todo

No todo somos o Vale:

O Vale do Ribeira.

Nossa terra bendita!

Nossa terra querida!

Transbordante de sentimento

Em verde-alma

Em verde-escrita

Refletida no eco de seu povo

Manifestada na alma de nossa gente.


A Academia Vale - Ribeirense de Letras instituída a partir de então, contribuirá para o engrandecimento de nosso Vale. Sendo assim, a partir de hoje começamos conjuntamente a luta para que se faça existir a Academia Vale – Ribeirense de Letras que será o grande orgulho para nossa gente e para todo o Vale do Ribeira.

Vale do Ribeira, Miracatu, 07 de fevereiro de 2009.
texto escrito pelo escritor e jornalista Jehoval Junior e lido dia 07 de fevereiro de 2009 em Miracatu

COMUNICADO 01/09

CAROS LITERATOS
FOI PREPARADO PARA VOCÊS O SELO ABAIXO. QUALQUER ALTERAÇÃO ENTRAR EM CONTATO VIA E-MAIL COM: jehovaljunior@gmail.com ENVIANDO FOTO E MENCIONANDO O QUE MUDARÁ.
OBRIGADO
JEHOVAL JUNIOR

LITERATO DO VALE

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SEJA UM LITERADO DO VALE VOCÊ TAMBÉM!!!

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